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Governo Federal evita cravar Fielzão na Copa em apresentação a empresários

Assessor do Ministério do Esporte mostrou projeto da Copa 2014 a brasileiros e sul-africanos e apenas citou a possibilidade de o estádio corintiano realizar a abertura. Palestra teve dados defasados, como o monotrilho do Morumbi

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

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Publicamente o Governo Federal evita cravar que o estádio indicado pelo comitê paulista, o que o Corinthians pretende construir no distrito de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, será o palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. Evento realizado nesta quarta-feira pela manhã na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital, reuniu empresários brasileiros e sul-africanos e o representante do Ministério do Esporte preferiu não incluir o estádio paulista em sua apresentação.

Houve a indicação do estádio do Corinthians, mas a Fifa ainda analisa. O Governo Federal não se mete na questão estádio, que é assunto do COL (Comitê Organizador Local) e dos comitês locais, disse Joel Benin, assessor que representou o ministro Orlando Silva Jr. no evento.

(Divulgação)
Projeto do "Fielzão" que ainda não fechou valor da obra, prazo de construção e quem vai pagar a diferença

O encontro empresarial teve as duas últimas Copas, a de 2010 na África do Sul e a de 2014 no Brasil, como mote para os participantes discutirem questões comerciais. Foram apresentados, de ambos os lados, detalhes dos projetos dos mundiais, focados principalmente em estádios e aeroportos.

Na apresentação de Benin, 11 estádios foram apresentados como projetos definitivos. No lugar de São Paulo havia uma interrogação. O valor apresentado para as obras, de R$ 5,9 bilhões, também excluía a obra paulista. Estima-se que o estádio corintiano adaptado para a abertura do Mundial vá custar R$ 600 milhões, sendo que deste montante R$ 400 milhões serão financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o restante, R$ 200 milhões, deve ser arcado por parceiros da Fifa, como revelou o iG .

Há entendimento de que o estádio do Corinthians será o palco de São Paulo e a da abertura, mas ainda não está confirmado pela Fifa, disse Benin aos sul-africanos, que o entendiam por meio de um aparelho que fazia a tradução simultânea.

Monotrilho?
Questionado se a indefinição sobre quem pagará a conta, ou sobre prazo para construção do estádio corintiano, não incomodam o Ministério, Benin explicou que o Governo Federal se comprometerá a ajudar financeiramente em obras de mobilidade e infraestrutura e ressaltou novamente que a questão estádio tem que ser tratada com o COL.

Em sua apresentação, porém, Benin apresentou um dado defasado. Quando mostrou quais as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) relacionadas ao Mundial para cada estado, São Paulo ainda apareceu com um só projeto, o do monotrilho que ligaria estação de metrô ao estádio do Morumbi. O problema é que o Morumbi foi vetado pela Fifa e o monotrilho está descartado.

Serão feitos ajustes. Alguns projetos serão atualizados, disse.
Apesar das afirmações de que o Governo Federal não se mete com a escolha dos estádios, o ministro Orlando Silva Jr. assinou como testemunha, a pedido do presidente corintiano Andrés Sanchez, o acordo de intenções assinado entre o clube e a construtora Odebrecht , que se responsabilizará pela obra e por conseguir o financiamento com o BNDES. Silva também disse que o Corinthians salvou a Copa em São Paulo ao apresentar seu projeto.

O PC do B, partido de Orlando Silva, negocia com o governo de transição a permanência dele à frente do Ministério do Esporte no mandato de Dilma Roussef. A pasta terá visibilidade nos próximos anos por causa da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

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