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Técnico do Vasco vem reagindo bem 48 horas depois de deixar a UTI. Evolução dos movimentos anima médicos

Depois de 48 horas em um quarto privativo do Hospital Pasteur, no Méier, Zona Norte do Rio, o técnico do Vasco , Ricardo Gomes, segue em trabalho de fisioterapia e se alimentando com comida pastosa. Após deixar a UTI , na manhã de segunda-feira, o paciente, que respira sem auxílio de aparelhos, já se movimenta, interage com familiares e amigos e até senta na cama.

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De acordo com o boletim médico, Ricardo

Fachada do Hospital Pasteur, no Rio, onde está internado Ricardo Gomes
Futura Press
Fachada do Hospital Pasteur, no Rio, onde está internado Ricardo Gomes
Gomes faz também sessões de fonoaudiologia. A evolução tem sido satisfatória, segundo o comunicado. Na sexta-feira, a junta médica que acompanha o técnico desde a sua internação, dia 28, após sofre um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico durante o clássico com o Flamengo , fez uma previsão de alta entre duas e três semanas.

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Os médicos disseram também que o paciente pode recuperar bem os movimentos do lado direito (os do lado esquerdo não apresentaram déficit) e da fala. O quadro de Ricardo Gomes ao dar entrada no hospital era grave. Foram retirados 80 ml de sague do coágulo no cérebro durante a operação.

Entenda o caso

28/08 – Ricardo Gomes foi submetido a uma neurocirurgia para drenagem de hematoma cerebral e controle da hipertensão intracraniana. O procedimento, que durou cerca de três horas, foi realizado com sucesso pela equipe do neurocirurgião José Antonio Guasti e com o suporte clínico do médico Fábio Guimarães Miranda. A tomografia computadorizada no pós-operatório imediato foi satisfatória, mostrando que o hematoma foi totalmente removido e a pressão intracraniana está mantida sob controle.

29/08 – Um eletroencefalograma (exame para verificar as condições neurológicas) apresentou alterações esperadas para o quadro do paciente. O pós-cirúrgico evoluiu bem, sem apresentar intercorrências.

30/08 – Uma angiotomografia computadorizada (exame que mapeia os vasos sanguíneos cerebrais) evidenciou a ausência de um aneurisma. Assim, os médicos descartaram a possibilidade de uma nova intervenção cirúrgica.

31/08 – A sedação que induzia ao coma do paciente foi retirada. Ele apresentou reações positivas, como abrir os olhos e movimentar os membros superiores e inferiores. O paciente iniciou o tratamento de fisioterapia motora e respiratória. Ele também entrou em processo de retirada da respiração artificial.

01/09 – O paciente apresenta uma melhora progressiva, sem sinais de complicações. Ele está recuperando gradativamente o nível de consciência e atendendo aos comandos verbais. Uma nova tomografia computadorizada evidenciou uma boa absorção dos resíduos dos líquidos no tecido cerebral, decorrentes da hemorragia que ele sofreu. Numa escala de 1 a 5, ele está com grau 2 nos movimentos do lado direito. Já o lado esquerdo está com força normal.

02/09 – O paciente apresentou um quadro de agitação e necessitou ser levemente sedado. Uma tomografia computadorizada realizada neste período confirmou um bom aspecto, sem evidências de complicações. Dessa forma, o cateter cerebral foi removido.

03/09 – Uma nova tomografia computadorizada cerebral evidenciou uma melhora em comparação ao último exame. O paciente permaneceu com o quadro clínico e neurológico estável, mantendo-se sedado, entubado (tubo traqueal), em ventilação mecânica. Foi iniciada a redução da sedação.

06/09 – Outra tomografia computadorizada apresentou um ótimo resultado, evidenciando a absorção completa do hematoma cerebral, decorrente do AAVE hemorrágico que ele sofreu, dia 28/08.

07/09 – Em nova avaliação da equipe de médicos, foi completamente retirada a administração de sedativos, aumentando o nível de consciência de Ricardo Gomes. As visitas foram liberadas.

08/09 – Boletim médico informa que nas últimas 24 horas, neurologicamente, o treinador apresentou “melhora progressiva do seu nível de consciência, permanecendo acordado com maior frequência, sem utilização de sedativos”. No complemento do comunicado, a junta médica afirma que avaliará a possibilidade de submetê-lo a uma extubação - deixar o paciente respirando sem o tubo traqueal. A expectativa com a retirada deste aparelho é a resposta de Gomes às sequelas na fala

09/09 - Foi retirado o tubo traqueal e a ventilação mecânica que auxiliavam na respiração do técnico do Vasco. O procedimento constava como última etapa do pós-operatório. A reação de Ricardo ao se comunicar com os familiares deixou a equipe médica otimista. O treinador esboçou palavras como "estou bem" e disse "eu te amo" para o filho Diego.

12/09 - Ricardo Gomes deixou a UTI depois de 15 dias e foi transferido para um quarto privativo. Lúcido, sem o tubo traqueal e sem sedativos, o paciente so movimentava e interagia com parentes e familiares.

13/09 - Os médicos retiraram a sonda de nutrição do paciente, permitindo que ele se alimentasse de comida pastosa em sua dieta oral.

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