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Goleiro Fábio praticamente desiste de convocações para a seleção

Melhor do Brasileiro 2010, cruzeirense diz que algumas vezes está em melhor fase do que os convocados

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

Marcel Rizzo
Goleiro Fábio participou de evento do lançamento da nova luva que usará em 2011
Aos 30 anos, Fábio praticamente jogou a toalha com relação a seleção brasileira. Apontado pela CBF como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 2010, o jogador do Cruzeiro não foi chamado por Mano Menezes, que assumiu em julho do ano passado, nas cinco convocações feitas depois da Copa da África do Sul. A última vez de Fábio foi com Dunga, em 2009.

“Não dá para saber o que se passa pela cabeça dos treinadores. Tem jogador que não está em um momento tão bom quando o seu, mas acaba tendo oportunidade. Não sei por que não sou chamado, mas respeito a posição do técnico”, disse Fábio, que participou nesta segunda-feira de um evento de seu patrocinador de chuteira e luvas, em São Paulo.

Mano tem chamado Victor, do Grêmio, Gomes, do Totenham (InG) e o garoto Neto, vendido pelo Atlético-PR para a Fiorentina, da Itália. Já para a partida desta quarta-feira contra a França, em Paris, o técnico promoveu o retorno de Júlio César, da Inter de Milão, que não era convocado desde a eliminação na Copa para a Holanda, em meados de 2010.

“O goleiro é um cargo de confiança, é quem dá segurança para o time. É normal que os treinadores tenham os seus preferidos”, disse Fábio.

Mano Menezes, segundo apurou o iG, considera Fábio com idade avançada. Em junho de 2014, data da Copa do Mundo no Brasil, ele terá de 33 para 34 anos. O treinador avalia que para apostar em um goleiro com essa idade é melhor patrocinar Júlio César, que é um ano mais velho. Neto, por exemplo, tem apenas 21 anos e é uma aposta para as Olimpíadas de Londres, em 2012, caso o Brasil ratifique a classificação no Sul-Americano sub 20 do Peru.

Libertadores

Se preparando para a estréia cruzeirense na competição, dia 16 de fevereiro contra o Estudiantes, em Sete Lagoas (MG), Fábio preferiu fugir do rótulo de vingança. Os argentinos derrotaram o Cruzeiro na decisão da competição sul-americana em 2009, dentro do Mineirão.

“Não podemos pensar em vingança. Nosso grupo é complicado, mesmo sem o Corinthians. Temos que vencer os jogos para nos classificarmos”, disse Fábio.
Se passasse pelo Tolima, da Colômbia, o Corinthians cairia neste grupo, que já estava sendo chamado de “chave da morte”. Além de Cruzeiro e Estudiantes fazem parte o Guarany, do Paraguai, e agora os colombianos que eliminaram os brasileiros na primeira fase da Libertadores.

“Temos que respeitar o Tolima. Conseguiram uma grande vitórias e mostraram força, principalmente em algumas jogadas individuais”, concluiu o goleiro.

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