Ídolo santista da década de 90 teria participação no contrato do jogador, que não teria sido respeitada

Giovanni foi companheiro de equipe de Ganso em 2010
Divulgação
Giovanni foi companheiro de equipe de Ganso em 2010
Ídolo do Santos , o ex-jogador Giovanni surpreendeu ao conceder uma entrevista coletiva ao jornal O Liberal, do Pará, onde detonou Paulo Henrique Ganso . Segundo o ex-meia, grande nome santista na década de 90, não há mais uma relação de amizade entre os dois porque Ganso e seus familiares não cumpriram o que havia sido combinado com ele, assim que o meio-campista chegou a Vila Belmiro.

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“Tínhamos uma amizade boa, éramos bem próximos. Tive uma participação direta em sua carreira pois o levei para um teste no Santos (em 2005) e ele passou logo de primeira. Eu sabia do potencial que ele tinha. Antes de despontar no futebol, o pai dele chegou comigo para assinarmos um contrato, mas eu não quis aceitar porque para amigos a palavra basta. Insistiram, fomos no cartório e assinamos os papéis. Depois, quando ele vingou no time, o Santos veio para que mudássemos o acordo, diminuindo a minha parte e até querendo me tirar do contrato”, contou Giovanni à publicação.

O ex-meia destacou que não pretende correr em busca do que teria direito, com base no que foi acordado com a família de Paulo Henrique Ganso . “Houve alguns problemas e o Ganso acabou brigando com todo mundo, mas nem ligo mais, não sou de correr atrás de macho nem de dinheiro. Meus pais sempre me ensinaram isso, a ter ética. O que você fala, você tem que cumprir, e já que eles (Ganso e família) não cumpriram, o problema é deles”, comentou.

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Apesar das críticas ao comportamento de Ganso no episódio, Giovanni não vê o atleta como o principal “vilão da história”. Para o ex-jogador, o meia não tem sido bem orientado, principalmente pelo grupo DIS, que mantém uma relação turbulenta com a atual cúpula alvinegra.

“O (Paulo) Henrique é um menino de muito bom coração mas tem sido mal orientado. A DIS consegue manchar a carreira dele, que está no começo. Sei que ele perdeu dinheiro por toda a confusão que aconteceu dele não renovar com o Santos. Ele se prejudica e isso pode fazer falta no futuro”, analisou.

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Giovanni ainda demonstrou preocupação com o futuro da carreira de Ganso. Ele espera que o jogador não faça escolhas erradas, que prejudiquem o seu desenvolvimento. “Se pudesse conversar com ele, pediria para ele ficar no Brasil, pois é burrice jogar na Europa hoje. Os salários aqui são muito bons. A impressão que dá é que ele não tem mais voz, não manda no próprio passe, não manda na própria vida. Temo que ele, no futuro, jogue em algum time da segunda divisão da Espanha”, encerrou. 

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