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Gilson Kleina também não aceita treinar o Fluminense

Contrato de três meses afastou o treinador, que preferiu ficar na Ponte Preta a ir para as Laranjeiras

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

Gazeta Press
Gilson Kleina preferiu permanecer na Ponte Preta
Em pouco mais de duas horas, Gilson Kleina teve mais espaço na mídia do que em seus oito anos de carreira. Enquanto às 16h45 a assessoria do Fluminense anunciava oficialmente sua contratação, deixando claro, inclusive, que o treinador não viria para ser interino, por volta das 20h, a Ponte Preta, por meio de seu Twitter oficial, desmentiu o acerto. O clube de Campinas garantiu que Kleina permaneceria no Moisés Lucarelli, apesar da proposta tentadora do clube carioca.

O momento tricolor é tão infeliz que assim que Ponte Preta anunciou a permanência de Kleina, a diretoria do clube carioca, que aguardava apenas a assinatura do contrato para se pronunciar sobre o novo treinador, foi pega de surpresa. A assessoria de imprensa do Flu admitiu que desconhecia a recusa do treinador e que foi informada pela internet.

Após uma longa reunião com os dirigentes da Ponte, Gilson Kleina disse à Rádio Central, de Campinas, que além de não ter concordado com um contrato de apenas três meses com o clube carioca, preferiu apostar no bom momento do clube, que ocupa a quinta colocação e não perde há 11 jogos.

"A proposta do Fluminense foi tentadora, mas jamais decidi por minha conta e antecipei as coisas. Mas a proposta era um contrato de três meses...", disse Kleina, à "Rádio Central". "A minha consciência vale mais do que tudo e foi a Ponte que me colocou em notoriedade."

Toda essa confusão deixa claro a intenção do clube em apostar no projeto Abel Braga. A ideia era trazer um treinador por três meses até a chegada de Abelão, que tem contrato com o Al Jazira até dia 30 de maio e só poderia se apresentar nas Laranjeiras no começo de junho.

O nome de Joel Santana, que já balança no Botafogo, pode amanhecer como o novo preferido para assumir o Fluminense.

Sem Gilson Kleina, o Fluminense deverá ser comandado nesta quarta-feira por Enderson Moreira, que foi contratado para ser um auxiliar-técnico permanente, função parecida com a que Milton Cruz desempenha no São Paulo.

As informações desencontradas e a crise que assola o clube é tão grande que a impressão que se tem é que um espaço de apenas dois meses o Fluminense viveu duas décadas distintas. Se até o fim de janeiro o clube tinha um dos melhores técnicos do país, um vice de respeito e era apontado como o favorito para conquistar a Libertadores, menos de dois meses depois o clube não tem sequer vice-presidente de futebol, gerente, treinador e corre sério risco de ser eliminado na fase de grupos da competição continental.

 

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