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Gilberto Silva saiu da várzea, passou pela seleção e quer títulos

Em recuperação física, após férias de 12 dias, volante ainda não tem data para estrear no Grêmio

Hector Werlang, iG Porto Alegre |

AE
Gilberto Silva vestirá a camisa 3 no novo clube
Gilberto Silva treina há apenas dois dias , porém, parece ter nascido para o futebol no Grêmio . Da relação com os funcionários, passando pela tentativa de entrosamento com os novos companheiros e chegando ao trabalho para recuperar a forma física, o volante de 34 anos nem parece ser quem é: pentacampeão mundial com a seleção, três Copas no currículo e uma experiência de nove anos na Europa.

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Humildade, tranquilidade e facilidade em se adaptar a novas situações, talvez os traços mais marcantes da personalidade deste mineiro, se explicam pela sua história de vida. Afinal, quase abandonou a carreira aos 16 anos, penou na várzea de Lagoa da Prata, sua cidade natal, e superou as próprias expectativas.

"A vida me ensinou a ser camaleão: adapto-me à situação e sempre tento enxergar o lado positivo. Foi o que aconteceu agora. Poderia escolher atuar num lugar só para ganhar dinheiro ou ter condições de continuar competindo por títulos. O Grêmio me abriu essa porta", disse o atleta em entrevista ao iG.

É assim, mirando a conquista do Brasileirão, que Gilberto Silva treina fisicamente sob orientação do preparador Flávio de Oliveira e do fisiologista Luiz César Martins . Embora possa atuar apenas a partir de 1º de julho, quando o seu contrato de 18 meses com o Grêmio passa a ter valor, afinal o vínculo com o Panathinaikos termina em 30 de junho, a intenção é estar à disposição de Renato Gaúcho antes.

"Meu biótipo ajuda. Dificilmente tenho lesões e tampouco ganho peso. Depois de recuperar a forma, para conseguir suportar uma partida e ter sequência, estarei pronto para começar a trabalhar com o grupo. Estou muito entusiasmado", projeta o jogador, que descansou "mais a cabeça do que o corpo" nos 12 dias de folga após a apresentação.

O atleta, nesta lógica, estrearia contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas, dia 6, na oitava rodada. Se preferir jogar em casa, o Coritiba seria o rival, três dias depois embora a comissão técnica evite estipular prazo. Até lá, trata da adaptação à nova cidade, procura uma casa para trazer a esposa, os três filhos e os quatro cachorros, faz jus ao apelido de "cascudo", ao orientar os mais jovens, e mantém o hobby de tocar cavaquinho.

Tudo muito mais leve do que a dificuldade do começo da carreira. Aos 16 anos, por causa de uma insuficiência renal da mãe, o futuro jogador precisou abandonar a base do América-MG. Teve de ajudar no orçamento da casa e, então, passou a trabalhar na fábrica de doces. Ganhava pouco mais de um salário mínimo e, enquanto não trabalhava, cuidava dos três irmãos. Futebol? Só nas poucas horas vagas no campeonato amador da cidade, claro, pelo time da empresa.

Aos poucos, a família dos Silva se acertou. Maria Izabel fez um transplante de rins e Gilberto, aos 19 anos, tentou a última cartada para ser jogador de futebol. Fez novo teste no América-MG e foi um dos destaques do time campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. De lá para cá... passou pelo Atlético-MG, chegou à seleção, Arsenal, Panathinaikos e construiu uma história que todos conhecem.

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