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Futebol
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Gauchão tem irmão de Cavani, africanos e outros 12 estrangeiros

Zagueiro veio estudar enfermagem e virou jogador. Meia ficou dois meses sem falar com a família

Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre |

O Campeonato Gaúcho 2012 começa diferente. Em idiomas diferentes. Não é só o português que será falado nos campos do Rio Grande do Sul. O estadual está ganhando com a presença de estrangeiros. São 14 jogadores de fora do país.

E não são apenas os tradicionais sul-americanos que invadem o futebol do sul do Brasil. O Gauchão tem jogadores de locais pouco habituais: Japão, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

Enfermeiro virou jogador e atravessou o Brasil:
Willian Barbosa até parece nome de brasileiro, mas não é. O zagueiro do São Luiz de Ijuí nasceu em São Tomé e Príncipe, uma pequena ilha africana, com menos de 200 mil habitantes. O agora jogador veio para o Brasil em 2009 para estudar enfermagem.

Divulgação/Site oficial do São Luiz
Zagueiro Willian Barbosa trocou São Tomé e Príncipe pelo futebol brasileiro
“Sempre quis jogar. Saí do meu país em 2009, por um intercâmbio para me formar aqui. Fiz curso de enfermagem. Comecei a ter oportunidade, deu certo”, diz, em português de Portugal. São Tomé também foi colonizada pelos portugueses e se tornou independente em 1975.

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Quando chegou ao Brasil, Willian foi estudar na Uniclinic, em Fortaleza-CE. Em meio aos estudos, foi convidado para o time da universidade. Se deu bem, chamou a atenção, optou pelo futebol e abandonou os estudos. Passou pelo Horizonte (CE) e Santa Quitéria (MA) antes de parar no futebol gaúcho.

“Oportunidade que todo o atleta gostaria de ter, um campeonato muito disputado, uma vitrine grande. Estou gostando muito. Acredito muito na minha força física, sou ambidestro, aposto na minha velocidade”, explica.

A família está espalhada pelo mundo. No Brasil, mora com a esposa (brasileira) e o filho. Tem parentes na Espanha, Bélgica, Portugal, Luxemburgo e São Tomé e Príncipe

“Vim sozinho, tenho família aqui. Mantenho contato com a família, estão na Europa, minha mãe está em Luxemburgo, tenho parentes em vários lugares”, conta.

Gabriel Ribeiro/AI Pelotas
Meia Nconco ficou dois meses sem contato com a família em Guiné Bissau

Meia-atacante veio tentar a sorte e perdeu contato com a família
O meia-esquerda Augustian Soares, 22 anos, é chamado de Nconco no Brasil. Chegou em março do ano passado, veio fazer testes no Bahia. Acabou jogando no time sub-23, sendo contratado pelo Pelotas ainda no fim de 2011.

Ele é natural de Guiné Bissau, também na África. Se mostrou um jogador promissor na terra natal. Atuou por Cantchungo e Benfica Bissau, e jogou pelas seleções sub-17, sub-20 e pela principal.

No Brasil, perdeu temporariamente o contato com os familiares. Chegou a ficar dois meses sem ter notícias da terra natal. Guiné Bissau passa por uma crise política e social.

“Passei o Natal e o Ano Novo sem saber como eles estavam. Estou muito contente que todos os meus familiares estão bem. Enfim, 2012 começou bem para mim”, comenta.

Sósia de Loco Abreu é irmão de semifinalista de Copa do Mundo:
Walter Fernando Guglielmone Gomez, o Guly, já é um veterano: 33 anos. Jogou em seis clubes do Uruguai, incluindo os tradicionais Peñarol e Nacional. Teve rápida passagem pelo Ajaccio-FRA e ainda rodou por Paraguai, México e Azerbaijão.

Gabriel Ribeiro/AI Pelotas
Guly, irmão de Cavani, é atacante no Pelotas
Acabou ganhando destaque por causa do irmão mais novo. Edinson Cavani, 24 anos, é artilheiro do Napoli-ITA e figura certa na seleção uruguaia. Foi semifinalista da Copa do Mundo de 2010.

Guly evita comparações com o irmão, mais famoso e de mais sucesso. Mas terá uma semelhança com Cavani: a chuteira. Da Itália, o atacante prometeu mandar um par para que Guly desfile nos gramados do Rio Grande do Sul. Cabeludo, atacante, uruguaio, logo começou a ser chamado de Loco Abreu, mas ele também não quer esse tipo de comparação.

Divulgação/AI Santa Cruz
Koji Kanuka joga pelo Santa Cruz
“Observamos muito o mercado uruguaio, buscamos trazer jogadores pra cá, em razão da proximidade, conseguimos chegar no nome dele. Jogador experiente, fizemos a contratação. Trouxemos também o goleiro Mártin”, explica César Cidade Dias, diretor executivo do Pelotas.

Além de Nconco e Guly, o Pelotas conta com um terceiro estrangeiro: o golerio Mártin Góngora, também uruguaio.

Japonês busca a sorte no Santa Cruz
O Santa Cruz também tem o seu jogador de nacionalidade pouco habitual para o futebol brasileiro: Koji Kanuka. O volante tem 22 anos e jogava na segunda divisão do seu país.

Encontra dificuldades com o idioma. Apenas um companheiro de time fala inglês. O assunto fica um pouco mais fácil com o técnico Paulo Porto, que fala japonês.

Veja a lista de estrangeiros do futebol gaúcho:
Inter: D´Alessandro, Guiñazú, Dátolo e Bolatti (Argentina)
Grêmio: Miralles (Argentina) e Marcelo Moreno (Bolívia)
Pelotas: Guly e Góngora (Uruguai) e Nconco (Guiné-Bissau)
Santa Cruz: Koji Kanuka (Japão)
Caxias: Maidana (Argentina)
Juventude: Nico Martínez (Paraguai)
São Luiz: Alejandro (Argentina) e William Barbosa (São Tomé e Príncipe).

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