Mano Menezes não encontrou um substituto para Ganso na seleção durante recuperação do jogador

Além de fazer falta ao Santos nos últimos sete meses devido a uma cirurgia no joelho esquerdo, o meia Paulo Henrique Ganso também desfalcou a seleção brasileira, e o técnico Mano Menezes reconheceu as dificuldades para encontrar um substituto para o camisa 10. Questionado sobre a dificuldade de Mano encontrar um atleta com suas características, o meia acredita que seu estilo de jogo está em extinção no futebol brasileiro.

“Atribuiu isso a qualidade técnica, um dom de Deus, uma visão aprimorada. Ainda podem surgir alguns jogadores com esse estilo. É difícil achar um atleta que tenha esse estilo, mas pode surgir”, afirmou Ganso, que espera ser convocado por Mano Menezes nesta temporada.

“Eu estou preparado para estar na seleção e quero voltar alegre e mostrar o futebol bonito. É uma responsabilidade grande”, declarou o meia.

Apesar da carência em encontrar um “camisa 10 clássico” no Brasil, Ganso citou o meia Alex, ex-Palmeiras e Cruzeiro, e atualmente jogando no futebol turco, como uma referencia ao seu estilo de jogo. “Um cara que eu sempre gostava de ver é o Alex. Eu sempre admirei e sou fã incondicional dele. O estilo de jogo, o fato de ele ser canhoto”, disse.

Confira a segunda parte da entrevista exclusiva com Ganso

iG: Quais os planos para 2011
Ganso: Primeiro é jogar futebol em alto nível, pesando no meu sonho maior que é conquistar a Libertadores e depois pela seleção brasileira quero conquistar a Copa América.

iG: O Neymar tem um projeto bem elaborado pelo Santos, que você não aceitou. Você pode vender (imagem) mais do que o Neymar, que tem fãs adolescentes?
Ganso: Tanto a imagem do Neymar e a minha são as mais usadas no futebol hoje. Não quero entrar em polêmica para falar quem vende mais. Nós agradamos as empresas no geral.

iG: Chegou a receber ameaçadas da torcida do Santos após ser oferecido ao Corinthians?
Ganso: Nunca recebi ameaça, a torcida pede para eu ficar. É até engraçado que a torcida do Corinthians me encontra na rua e pede para eu ir pra lá, já a torcida do Santos pede para eu ficar. Quero ficar no Santos.

nulliG: Temeu pela carreira após a lesão no joelho?
Ganso: Desde que aconteceu o lance na partida eu já imaginava o que aconteceria e estava deixando minha cabeça tranquila para recuperar. Em nenhum momento eu temi pela minha carreira.

iG: Está confiante para voltar aos gramados?
Ganso: Eu me sinto bem seguro, estou 100% e agora falta o passo final que é voltar a Vila Belmiro e mostrar aquele belo futebol de sempre.

iG: Quando pretende sair para a Europa?
Ganso: Enquanto eu estiver aqui vou buscar os títulos no Santos. Se tiver que ir para a Europa que seja naturalmente, sem forçar, e que seja melhor para os dois (Ganso e Santos).

iG: Diferente dos atletas de destaque da sua idade, você não é visto pulando carnaval ou nas baladas. Por quê?
Ganso: Eu sou um jogador mais calmo, mais tranquilo, um cara família também, isso ajuda. Não que eu não goste de ir a um show, mas não sou aquele cara de estar lá pulando, sambando.

iG: Qual é exatamente o seu “staff”? Quem são as pessoas que estão mais próximas a você na administração da sua carreira, e o que cada uma delas faz exatamente?
Ganso: As funções são acumuladas entre o Thiago Ferro, Jean Neto e o Guilherme Miranda (DIS), a minha família: minha mãe (Maria Creuza), meu pai (Julio de Lima) e meus irmãos (Julio Chagas e Paula de Lima). Todos os contratos nós sentamos juntos e decidimos, até para as coisas ficarem transparentes. Então a função é dividida e ninguém faz nada especifico.

Clique aqui e leia a primeira parte da entrevista com Paulo Henrique Ganso

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