Futebol de toque de bola inspira a equipe santista, que tenta manter a posse de bola para obrigar o adversário a correr

Neymar e Ganso tentam implantar futebol de toque de bola visto no Barcelona
Gazeta Press
Neymar e Ganso tentam implantar futebol de toque de bola visto no Barcelona
A derrota para o Barcelona , na decisão do Mundial de Clubes da Fifa, no Japão, no ano passado, parece ter gerado reflexos no Santos . O maior deles é a maneira como a equipe trabalha a bola. Segundo o meia Paulo Henrique Ganso , o time está mais consciente na hora de trocar passes, sabendo valorizar a posse da bola e o momento certo de atacar o rival.

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"Sem dúvida, a gente se espelha muito (no futebol do Barça), tocando a bola. Isso foi o que a gente aprendeu lá no Mundial. Com a posse de bola, estamos sempre obrigando o adversário a correr e temos mais chances de fazer o gol", analisou Ganso , um dos principais responsáveis por ditar o ritmo da equipe dentro de campo.

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Mais comedido em seus comentários, o técnico Muricy Ramalho concordou com o camisa 10 alvinegro. Porém, o treinador destacou que o Santos ainda precisa evoluir em alguns aspectos para chegar próximo ao nível de exibição dos catalães.

"São jogadores diferentes, esquemas táticos diferentes. Claro que é uma coisa importante, mas é difícil convencer os atletas a ficarem trocando bola. Aqui, o pessoal está acostumado a pegar a bola e já ir para cima, ‘agredir’ o oponente. Eles são ensinados a fazer isso desde pequenos. Temos que tirar ainda um pouco dessa ‘pilha’, de atacar rapidamente. No Barcelona , essa filosofia do toque de bola já vem de uns 200 anos. Desde a época do Cruyff", ponderou.

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No entanto, Muricy acredita que o time irá assimilar esse conceito de jogo rapidamente. "Gostamos de dar exemplos para eles. Mesmo tomando aquele baile no fim do ano, os caras pegaram esse time ( Barcelona ) como exemplo. Outro dia, atrasamos o treinamento só para vê-los jogar. Com a experiência, eles estão melhorando, sabendo ficar mais com a bola", apontou.

Só que, para o técnico santista, a principal lição a ser aprendida pela equipe é como se comportar sem a posse da bola. "Temos de aprender a fazer os atacantes pressionarem os adversários. Na Vila, não podemos deixá-los jogar. Fizemos bem isso no primeiro tempo (contra o Guaratinguetá, nesta quinta-feira), e depois demos espaço, quando a partida estava definida", concluiu.

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