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Ganso diz que mágoa com diretoria só passará após contrato assinado

Antes da reestreia pelo Santos contra o Botafogo neste sábado, meia concedeu entrevista exclusiva ao iG

Samir Carvalho, iG Santos |

Um dia antes de retornar aos gramados, o meia Paulo Henrique Ganso concedeu entrevista exclusiva ao iG. O camisa 10 voltou a falar sobre o descaso da diretoria do Santos em relação a sua renovação contratual e disse que ainda está incomodado. “A mágoa só vai passar totalmente quando eu assinar o novo contrato”, afirmou Ganso.

O meia voltou a dizer que a cirurgia realizada no joelho esquerdo em agosto de 2010 atrapalhou na renovação contratual. Ganso acredita que a postura dos dirigentes santistas seria diferente em relação ao projeto de carreira oferecido caso ele estivesse atuando.

“Já faz mais de seis meses de negociação e nada foi resolvido, mas são coisas do futebol. Não que eu pensei em deixar o Santos, mas isso me deixou bastante chateado, esse descaso, de largar. Quando eu estava bem, era o camisa 10, eu era o melhor do mundo. Depois que machucou eu fui desvalorizado”, disse Ganso.

O camisa 10 também reprovou a atitude da diretoria em relação à demissão do amigo Narciso, ex-técnico da equipe sub 20 do Santos, e ainda revelou que conseguiu o desconto para o seu sogro na Universidade Santa Cecília, que pertence ao ex-presidente do clube, Marcelo Teixeira, arquirrival da atual cúpula santista.

Além disso, Ganso não reprovou a atitude do diretor executivo da DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, Thiago Ferro, que ofereceu o jogador ao Corinthians, apesar da vontade do atleta em permanecer na Vila Belmiro. Porém, deixou claro que pretende ficar no Santos.

“O empresário, a DIS, está pensando na minha carreira, em melhorar meu futebol, minha imagem. Eu não vejo nenhum problema nisso, mas quem dá a última palavra é o jogador. E eu decidi ficar no Santos”, disse.

Ganso, que se considera um jogador em extinção no futebol brasileiro (confira segunda parte da entrevista), ainda confirmou ao iG o interesse de clubes italianos em seu futebol, a amizade com o técnico Leonardo, da Inter de Milão, falou sobre o relacionamento com Neymar e o retorno aos gramados contra o Botafogo, neste sábado, na Vila Belmiro.

Confira a entrevista exclusiva de Ganso

iG: Você volta jogar neste sábado mesmo?
Ganso: O Martelotte já confirmou para imprensa e falou comigo também. Vai me colocar um pouco para jogar. Fui examinado pelo médico (José Pécora) nesta quinta-feira, estou bem graças a Deus.

iG: A DIS confirmou que ofereceu você ao Corinthians ainda que você fosse contrário à ideia. Essa atitude te incomodou ou você acha que eles só estão fazendo o trabalho deles e pensando na sua carreira?
Ganso: O empresário, a DIS, está pensando na minha carreira, em melhorar meu futebol, minha imagem. Eu não vejo nenhum problema nisso, mas quem dá a última palavra é o jogador. E eu decidi ficar no Santos.

iG: Você chegou a manifestar certa chateação com o fato de não ter sido valorizado no Santos depois que se machucou. O quanto você ficou, de fato, chateado? Na época você pensou em deixar o clube por esse motivo?
Ganso: Já faz quase seis meses de negociação e nada foi resolvido, mas são coisas do futebol. Não que eu pensei em deixar o Santos, mas isso me deixou bastante chateado, esse descaso, de largar. Quando eu estava bem, era o camisa 10, eu era o melhor do mundo. Depois que machucou eu fui desvalorizado, mas não pensei em deixar o Santos por isso

iG: E a mágoa já passou totalmente?
Ganso: A mágoa só vai passar totalmente quando eu assinar o novo contrato.

iG: Você acredita que já teria renovado se estivesse jogando?
Ganso: Sim. Já teria resolvido antes e vejo que a conversa evolui agora. Mas, vamos deixar para a DIS e a diretoria resolverem.

iG: É verdade que você ficou chateado com a demissão do técnico da equipe sub 20 do Santos, Narciso?
Ganso: Desde a primeira contusão ele sempre me ajudou. Fiquei um pouco chateado com a saída dele, é um amigo. Pela história de vida que ele teve posso dizer que foi uma injustiça (a demissão).

iG: Você acredita que sua imagem foi prejudicada com a torcida?
Ganso: Não chegou a prejudicar, pois a torcida sabe da minha personalidade, meu perfil, meu jeito de ser, e sabe que eu tenho um carinho enorme pelo Santos.

iG: Acha que a dificuldade na renovação pode romper uma ligação amigável com os torcedores?
Ganso: O Jogador que decide onde quer jogar. Hoje meu desejo é jogar pelo Santos. Eu sempre tive um carinho pelo Santos, e não são brigas com diretores do clube que vão fazer mudar esse amor

iG: Jogaria no Corinthians?
Ganso: É uma coisa complicada, pois eu cresci no Santos, camisa 10, ídolo da torcida, e jogar no maior rival é complicado. No momento eu não me via com a camisa do maior rival do Santos.

iG: Como está sua amizade com Neymar?
Ganso: Nunca teve problema e não terá problema nenhum. Pelo contrário, fico feliz pelo Neymar ganhar super bem e quero que ele ganhe mais. Cada jogador tem seu contrato e estou buscando melhorar meu lado também para ajudar minha família. Ele (Neymar) sempre será meu irmãozinho.

iG: O Corriere dello Sport chegou a publicar uma entrevista sua na qual você se dizia “pronto para jogar na Itália”. É isso mesmo? Porque a imprensa italiana já anuncia um “derby” entre Inter e Milan pelo seu futebol.
Ganso: Não que eu tenha preferência, mas gosto do futebol italiano. São dois times (Inter e Milan) que se mostraram mais interessados no meu futebol.

iG: Tem preferência?
Ganso: Na Inter eu conheço o treinador, que é o Leonardo. No Milan eu conheço o Pato, Thiago Silva, o Robinho, que estiveram na seleção comigo. É amizade nos dois lados.

iG: Como começou sua amizade com o Leonardo?
Ganso: Desde a época do Milan ele estava interessado no meu futebol, ele buscou meu contato e estamos nos falando. Ele sempre deixou claro que não vai forçar nada e procura me ajudar com conselhos.

iG: Você achou engraçado o ciúme da diretoria em relação a sua visita ao Marcelo Teixeira, pois eles também disponibilizaram uma faculdade para o seu sogro, já que você disse que o motivo da visita era para conseguir um desconto para ele na faculdade.
Ganso: Foi uma coisa engraçada, eu não tinha motivo para criar confusões entre as diretorias, o Marcelo (Teixeira) e o Norberto (Moreira) sempre foram meus amigos. Fui lá só para conseguir uma ajuda para meu sogro, não para criar confusões.

iG: Conseguiu o desconto?
Ganso: Sim, consegui o desconto.

Clique aqui e leia a segunda parte da entrevista com Paulo Henrique Ganso
 

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