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Futebol
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Ganso cresce em campo com pressão interna e evita vaias da torcida

Apesar de manifestar desejo de jogar na Europa ao presidente do Santos, meia foi aplaudido por torcedores

Samir Carvalho, iG Santos |

Gazeta Press
Ganso foi o destaque do Santos contra o Mogi
“Sob pressão ele joga melhor ainda”. A frase pronunciada pelo técnico Marcelo Martelotte após a vitória do Santos diante do Mogi Mirim por 3 a 1 na última quarta-feira, na Vila Belmiro, resume a personalidade do meia Paulo Henrique Ganso, que sabe jogar sob pressão. As assistências do camisa 10 nos três gols do time fizeram o torcedor esquecer que ele avisou ao presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro que pretende jogar no futebol europeu.

Apesar de entrar em campo pouco mais de 24h após rejeitar uma renovação contratual com o Santos, Ganso foi aplaudido pelos torcedores que foram ao estádio, e não recebeu vaias e nem viu faixas colocadas reprovando sua vontade de atuar na Europa. O meia, inclusive, não fugiu das perguntas dos repórteres sobre o tema após o término do primeiro tempo da partida.

“Sempre deixei bem claro que um dia tenho o sonho de jogar na Europa, só não falei quando quero ir”, afirmou o jogador.

A apresentação de destaque contra o Mogi não foi a primeira sob pressão que o atleta realizou nesta temporada. Na sua reestreia pelo Santos, o camisa 10 marcou um gol e iniciou a jogada do outro gol santista na vitória sobre o Botafogo por 2 a 1. Na ocasião, o atleta havia concedido uma entrevista exclusiva ao iG um dia antes do jogo, e voltou a manifestar que estava magoado com a diretoria do clube.

Ganso foi pressionado internamente, ameaçado de receber uma multa salarial por causa do desabafo ao iG, e não falou mais em entrevista coletiva. Porém, o atleta não sentiu a pressão dentro de campo e resolveu a partida para o Santos em apenas 45 minutos.

Marcelo Martelotte admite que o meia sempre jogará pressionado devido à insatisfação com os dirigentes do clube, mas acredita que Ganso dificilmente será vaiado pelos torcedores por causa do futebol apresentado nos jogos. Martelotte ainda reconheceu que o futebol do camisa 10 cresce quando atua sob pressão.

“Será difícil ele conviver com vaias porque hoje ele foi decisivo. O passe para o primeiro gol foi genial, assim como a falta na cabeça do Edu (Dracena). Por isso será muito mais aplaudido do que vaiado. Quando ele entrar em campo terão que se render, bater palmas. Mas por tudo o que acontece fora de campo a responsabilidade aumentará. Ele já provou que sob pressão joga ainda melhor. Prefiro que o pressionem – afirmou o treinador.

Sem acerto com o Santos, os dirigentes temem uma estratégia da DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, que detém 45% dos direitos econômicos do atleta, para tirar o jogador do clube. Além do interesse da Inter de Milão, da Itália, o staff do atleta revelou com exclusividade ao iG que o Corinthians seria a primeira opção caso não houvesse acerto com a diretoria santista.

 

 

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