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Futebol
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Erros absurdos de arbitragem deixam futebol para trás. Veja no vídeo

Fifa não quer que a tecnologia seja inserida no seu esporte, diferente do que acontece em outras modalidades. Você concorda?

Aretha Martins e Mário André Monteiro, iG São Paulo |

AP
Cesar Cielo e o supermaiô nos Jogos de Pequim, em 2008
No último final de semana, na 25ª rodada do Campeonato Italiano, um lance gerou muita polêmica no clássico entre Milan e Juventus . Quando a partida ainda estava 1 a 0 para o time rossonero, o ganês Muntari cabeceou a bola e o goleiro Buffon fez a defesa com ela já dentro do gol. O bandeirinha e o árbitro não viram que a bola entrou e mandaram o jogo seguir.

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O lance gerou revolta até do tenista Novak Djokovic , que postou em seu Twitter, logo depois da jogada, que o futebol precisa do uso de tecnologia para evitar erros desse tipo. "Não acredito no que acaba de acontecer! A bola estava 1 metro dentro do gol e eles continuaram jogando. Ainda não entendo por que eles não têm tecnologia no futebol! É incrível para o esporte mais popular no mundo", escreveu o número 1 do mundo.

No tênis, os árbitros contam com recursos eletrônicos para tomar decisões nos principais torneios. No Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam da temporada, vencido por Djokovic, a tecnologia foi usada constantemente e as seguidas falhas dos juízes de linha causaram polêmica.

O erro de arbitragem no Calcio reacendeu o debate sobre o uso da tecnologia no futebol, assim como é feito em quase todas as modalidades esportivas. Nos esportes coletivos, o futebol americano e o basquete, por exemplo, usam o replay instantâneo para tentar diminuir a chance de erro dos árbitros. Há alguns anos, o taekwondo e a luta olímpica também passaram a usar o mesmo sistema.

Mesmo com toda polêmica que envolve esse assunto, a Fifa já avisou que não vai fazer nenhuma mudança nesse sentido. "Foi tomada a decisão de não se recorrer à tecnologia", disse o secretário-geral da entidade Jerome Valcke em 2010, colocando um ponto final na discussão.

O fato é que lances desse tipo fazem parte da história das Copas do Mundo. Em 2010, a Alemanha fez 4 a 1 na Inglaterra, mas um gol legítimo de Lampard não foi anotado. Em 1966, com as mesmas seleções em campo, os ingleses fizeram um gol bastante contestado pelos alemães. E a "mão de Deus" de Maradona, em 1986? Quem não se lembra? Em 2002, a Espanha reclamou bastante da arbitragem depois de ter um gol legítimo anulado no duelo contra a Coréia do Sul.

Relembre esses lances no vídeo abaixo :

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A tecnologia no vôlei
O vôlei já ensaiou adotar a tecnologia. Em 2009, a Penalty lançou uma bola inteligente que teria um chip que, aliado a oito antenas espalhadas pela quadra e um computador de mão que ficaria como árbitro, indicaria de a bola teria caído dentro ou fora das quatro linhas. A ideia, porém, não foi colocada em prática.

Em março deste ano, nas finais da Liga dos Campeões da Europa, outro recurso será usado. Os jogos contarão com câmeras e telões que exibirão os lances polêmicos, como acontece no tênis. Cada time terá direito a pedir dois "desafios" por set caso tenha dúvida da marcação do juiz e a jogada será revista pelo segundo árbitro e pelo capitão. Jogadores que atuam no Brasil e na Europa aprovam essa tecnologia. Apesar do entusiasmo, a FIVB (Federação Internacional de vôlei) já descartou o usou do recurso nos Jogos Olímpicos de Londres.

O vôlei nacional já se disse vítima de erros da arbitragem. Na final do Campeonato Mundial de 2010, por exemplo, a seleção feminina foi derrotada pela Rússia, mas voltou para casa reclamando de uma marcação . Segundo o técnico José Roberto Guimarães, Sheilla teve um ataque que foi indicado como fora, o que resultou no empate das russas em 7 a 7. Para o treinador, se o ponto fosse brasileiro, a seleção teria aberto no placar e poderia ter fechado o tie-break com a vitória.

Veja como foi esse lance :

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Bola dentro ou bola fora? 
O esporte de Djokovic ganhou o chamado "desafio", tecnologia que inspira o vôlei, em 2005, e logo os melhores do mundo apoiaram a ideia. “Nos meus 20 anos de profissional no tênis, essa é uma das melhores mudanças que está acontecendo aos jogadores, fãs e telespectadores. Essa nova tecnologia dará uma nova dimensão ao jogo," disse André Agassi na época.

O "hawk eye" funciona de maneira simples. Cada jogador tem direito a desafiar a marcação dos juízes três vezes por set. Se o jogador estiver correto, ele mantém o número de desafios que possui. Se o jogador estiver errado, ele perde aquele desafio. Em caso de tie-break, o jogador ganha um desafio extra.

AP
Cesar Cielo e o supermaiô nos Jogos de Pequim, em 2008
Esportes individuais
A tecnologia também já virou assunto em fora das modalidades coletivas, como natação ou atletismo, mas pelo uso de roupas especiais. Nas piscinas, os chamados supermaiôs ajudavam os atletas a flutuar a quebrar recorde atrás de recorde. Eles tiveram pouco tempo de vida e, em 2010, foram proibidos.

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Agora a tecnologia chega ao atletismo. Fabricantes como a Nike prometem vestir seus atletas nos Jogos Olímpicos de Londres com uniformes que reduziriam em até 0s023 o tempo na prova dos 100m rasos.

Os trajes estariam a disposição de quem fosse patrocinado pela marca. Ainda assim, levando em conta os resultados de quatro anos atrás, em Pequim, o jamaicano Usain Bolt, que usa outra fornecedora de material esportivo, não seria alcançado e manteria o ouro olímpico.

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