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Dirigente rebate atacante e afirma que pedido de aumento salarial foi exorbitante para realidade do clube

"O Kleber chegou a sentar na minha mesa e falou: Eu quero sair". Essa foi a frase principal da resposta dada pelo vice-presidente de futebol do Palmeiras , Roberto Frizzo. Em entrevista à Rádio Estadão/ESPN, o dirigente afirmou que tentou conversar com o camisa 30 para que um novo acordo fosse feito, mas não obteve sucesso.

"Perguntei os números pretendidos por ele, eram expressivos, algo que o clube não poderia pagar. Ele citou o salário de alguns companheiros de clube, algo que já havíamos encontrado antes de nossa gestão assumir. Falei que buscaríamos um jeito de reconhecer, disponibilizando algo com a imagem dele, com 70% dos resultados ao Kleber e 30% ao clube", explicou Frizzo.

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Pouco antes do dirigente dar essas declarações, Kleber já havia dito que Frizzo não tinha caráter, que lhe faltava palavra e que ele se preocupava muito mais com seu restaurante do que com o Palmeiras.

"Fico seis, sete, oito horas por dia no clube. Não sou medroso, eu cuido do Palmeiras. Com relação à competência, não sei qual o julgamento, mas eu respeito", respondeu o vice-presidente.

O detalhe dessa história é que Luiz Felipe Scolari e Roberto Frizzo já mostraram que o problema de Kleber é dinheiro. O atacante recebeu uma proposta de cerca de R$ 500 mil mensais mais R$ 1 milhão de luvas para atuar no Flamengo e quis uma compensação para continuar no Palestra Itália. O problema é que o time carioca não deve ter condições de agradar ao Palmeiras, que tem direito, por contrato, de só liberar o jogador por uma quantia previamente estipulada ou pela multa, que chega aos R$ 140 milhões. A participação do Cruzeiro nos direitos econômicos de Kleber pouco importa no caso.

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O impasse deve continuar, principalmente por Kleber alegar que em nenhum momento deixou de jogar por causa de salário, mas, sim, por causa de uma lesão. Ele disse, ainda, que em nenhum momento pediu para que suas cifras aumentassem.

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