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Futebol
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Frizzo e Sampaio batem cabeça ao explicar demissões no Palmeiras

Vice-presidente e gerente dão versões contraditórias para saídas de assessores, advogado e gerente

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Ricardo Bueno dava coletiva, conversava sobre bicho dobrado, sobre a melhora do clima do grupo após a vitória, mas a atenção de todos estava voltada para o campo. Lá, o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, e o gerente recentemente contratado, César Sampaio, batiam papo com Luiz Felipe Scolari. Meia hora depois, eles voltaram, e foram cercados pelas dezenas de repórteres na Academia. A proximidade não foi suficiente para não baterem cabeça.

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A primeira pergunta feita para Sampaio foi referente às demissões de Sérgio do Prado, dos assessores de imprensa e também da realocação do advogado, André Sica, que passará a prestar serviços pontuais para o clube.

“A resposta que eu recebi do presidente foi pela contenção de gastos. Eles me passaram isso. Neste primeiro momento, vamos ter que acumular funções, se desdobrar para assumir as funções que o Sérgio fazia muito bem. Nem sei se vai vir outra assessoria de imprensa, como eles vão fazer isso. Mas me explicaram que queriam só conter os gastos”, disse Sampaio.

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Afinidade no discurso entre Roberto Frizzo e Sampaio não durou nem um mês


A dez metros dali, Roberto Frizzo dava entrevistas. E deu uma versão completamente diferente da de César Sampaio.

“Nada a ver com contenção de gastos. O Sampaio está chegando agora e deve estar se ambientando ainda. A demissão deles tem relação com a pressão que sofriam. Estavam há um ano pressionados. Não há corte de gastos, mesmo porque vamos precisar contratar outros funcionários”, disse Frizzo.

Relembre: Tirone tenta negar, mas política pautou demissões no Palmeiras

Sampaio também parecia não ter tanta certeza de que o Palmeiras faria a reposição dos que foram demitidos. Tanto que o ex-volante já se prepara para começar a multiplicar funções e tentar formar um comitê para exercer as funções que Prado fazia sempre recebendo muitos elogios, até mesmo de Felipão, que sempre reconheceu o jeito bom que o gerente trabalhava, mas não conseguia confiar de que ele não era responsável pelo vazamento de informações.

“A informação que eu recebi era de que eu, o Lettra (Marcos Lettra, auxiliar de Sérgio) e o Léozinho (Leonardo Píffer, auxiliar de logística) íamos assumir essa função. A gente termina o ano assim e já começa o próximo assim também. Eu já até avisei o Sérgio, que é um excelente profissional, de que vou ligar muito, mas muito para ele. Tive a humildade de reconhecer que não sei fazer o que ele faz”, completou.

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Sampaio já começa a perceber que histórias mudam rapidamente no Palmeiras

Enquanto Sampaio fala em contenção de gastos, Frizzo é o que mais se aproxima da realidade dos cortes. Arnaldo Tirone traçou o plano com seu vice-presidente administrativo, Edvaldo Frasson, e demitiu os funcionários para atender às pressões políticas do grupo que o elegeu. Desde que eleito, o presidente sempre suportou pedidos para que todos os funcionários que estavam na Academia fossem demitidos.

Na semana passada, em entrevista à TV Bandeirantes, Tirone chegou a dizer que via na Academia o problema de vazamento de informações e que um esquema fixo para repassar tudo para a imprensa. Sampaio se esquiva.

“Eu não tenho tempo para caçar o X-9. Eu tenho que me preocupar com o planejamento de 2012, com tudo o que vou precisar fazer, especialmente agora que o Do Prado saiu”, completou.

Ainda na sexta-feira, Luiz Felipe Scolari, em tom de ironia disse que, durante o treinamento, observava a atitude dos repórteres e com quem eles conversavam.

 

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