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"Foi como um pai perder o filho”, afirma Enderson Moreira

Dois meses após pedido de demissão de Muricy, interino revela que jogadores sentiram demais a perda

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

O que deu errado no primeiro semestre do Fluminense com um elenco tão bom? Essa é a pergunta que mais tem sido feita entre sócios e torcedores nos últimos três meses. A falta de estrutura, as constantes lesões de Fred e Deco e a saída do então vice de futebol Alcides Antunes são algumas das respostas mais ouvidas nos corredores do clube das laranjeiras. Mas nenhuma delas se compara ao surpreendente pedido de demissão de Muricy Ramalho.

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Chamado às pressas para apagar o incêndio nas Laranjeiras, o até então desconhecido Enderson Moreira fez o que era possível para salvar o semestre do campeão brasileiro, mas foi incapaz de impedir o naufrágio tricolor no Carioca e na Libertadores. Em entrevista exclusiva ao iG nesta sexta-feira-feira, o técnico contratado para ser uma espécie de auxiliar permanente revelou que a saída de Muricy Ramalho caiu como um raio sobre os jogadores.

“Na verdade, quando o Muricy saiu houve um rompimento de muitas coisas, foi um baque muito grande para todo mundo. Mas os jogadores foram os que mais sentiram. O sentimento foi de um pai que perde o filho, e aí você imagina como um pai recebe isso. Foi uma coisa desagradável, muito difícil e só o tempo fez com que eles ficassem calejados com a perda”, afirmou o treinador.

Enderson assumiu o clube em meio às incertezas, acusações e em situação delicada dentro de campo. Enquanto a crise política fervia nas Laranjeiras o treinador lembra que tentava devolver o ânimo e a motivação ao grupo. Porém, ele admite que no começo foi complicado.

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Enderson Moreira acha que a crise política do Fluminense também atrapalhou o seu trabalho

“Num primeiro instante foi muito difícil sim, mas a partir da vitória contra o América-MEX na Libertadores aquele baque diminuiu. A partir daí, os atletas foram tocando o barco e deram sequência no trabalho”, lembra o comandante.

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Às vésperas de entregar o cargo a Abel Braga, Enderson Moreira tem consciência de que fez o possível e se dedicou de corpo e alma ao desafio, mas acredita que as turbulências atrapalharam um pouco seu trabalho.

“Um auxiliar técnico permanente convive com isso e tem que estar preparado para enfrentar essa situação. Eu fui contratado muito em função disso. É evidente que o dia em que eu for treinador o planejamento e a forma de montar um elenco a longo prazo serão diferentes. Eu cheguei quando a equipe estava em duas competições e não tínhamos muito tempo para treinar. Tive que colocar um equipe em campo e mexer o mínimo possível, pois era o mais conveniente e acertado a fazer”, explicou.
 

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