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Fluminense perde e fica em situação dramática na Libertadores

Medroso, time não resiste ao América-MEX e precisa vencer os três jogos restantes para sonhar com a vaga

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

O jogo era de vida ou morte para as pretensões do Fluminense na Libertadores, mas dentro de campo o time de Muricy Ramalho nem de longe lembrava aquele de guerreiros adotado pelos torcedores. Medroso, apático e sem nenhuma inspiração, o atual campeão brasileiro perdeu para o América nesta quarta-feira, por 1 a 0, na Cidade do México, pela terceira rodada da fase de grupos da competição, e ficou em situação dramática no Grupo 3.

O Fluminense, que estreia na Taça Rio, contra o Resende, sábado, às 18h30, em São Januário, só volta a jogar pela Libertadores dia 23, contra o mesmo América, no Engenhão. Com apenas dois pontos em três jogos disputados, a equipe precisa vencer os três jogos restantes para ainda sonhar com a classificação às oitavas. O Argentino Juniors lidera o grupo com sete pontos, seguido do América, com seis. O Nacional, do Uruguai, é o lanterna com apenas um.

O atraso de mais de 20 minutos para o início da partida parece ter esfriado as duas equipes. Em ritmo de treino e sem nenhuma inspiração, Fluminense e América se estudaram nos primeiros 10 minutos, não levaram qualquer perigo aos gols de Ochoa e Ricardo Berna e nem podem reclamar da altitude da Cidade do México.

Com a necessidade da vitória, Muricy Ramalho entrou com uma equipe mais ofensiva em relação ao empate sem gols contra o Nacional, do Uruguai, quarta-feira passada, no Engenhão. Apesar de manter o esquema com três zagueiros, o treinador barrou o apoiador Marquinho e optou pela entrada do meia-atacante Tartá, que encostou mais em Rafael Moura. Mas a mudança não surtiu muito efeito e o Fluminense pouco atacou.

Em um dos poucos lances de perigo do time brasileiro, aos 13 minutos, Mosquera puxou Rafael Moura por trás e Carlos Wilmar Roldán marcou falta. Na cobrança, Conca cobrou em cima da barreira. O lance animou o clube carioca e, no minuto seguinte, Mariano recebeu de Tartá, passou por Rojas e chutou para boa defesa de Ochoa, que espalmou para escanteio.

Embora tivesse muito mais posse de bola, o América não ameaçava. O primeiro ataque perigoso dos donos da casa só aconteceu aos 23 minutos. Sanchez aproveitou bobeada de Leandro Euzébio, foi a linha de fundo e tocou para o meio da área, mas Diguinho cortou e Gum aliviou o perigo.

Aos 31, o América voltou a assustar. Oliveira desarmou Rafael Moura e tocou para Montenegro, que chutou com perigo por cima do gol de Ricardo Berna. Dois minutos depois, a melhor chance dos donos da casa. O mesmo Oliveira recebeu na estrada da área e arriscou de canhota para grande defesa do goleiro do Fluminense.

Aos 39, o último momento perigoso do primeiro tempo e novamente com Oliveira. O apoiador recebeu de Sanchez, matou na entrada da área e chutou de direita, que não é a boa, com perigo sobre o gol de Ricardo Berna.

Mesmo com a mesma formação, o Fluminense voltou diferente no segundo tempo. Com uma postura mais ofensiva, o time chegou com perigo logo aos três minutos. Carlinhos recebeu na intermediária do América e soltou a bomba, que resvalou no travessão e assustou Ochoa.

Ao contrário da primeira etapa, o Fluminense tinha mais posse de bola, mas claramente sentia a falta de mais um atacante ao lado de Rafael Moura. Aos 16, uma baixa. Valencia sentiu a coxa e foi substituído por Edinho.

Aos 25, na primeira e única chance clara de gol do América no segundo tempo, saiu o gol. Vuoso recebeu cruzamento da esquerda e cabeceou para o meio da área, Digão cortou, mas no rebote, Montenegro achou Marquez, que acabara de entrar, livre, que só teve o trabalhar de tocar na saída de Ricardo Berna.

O gol premiou o técnico Carlos Reinoso, que àquela altura, já havia feito as três substituições do América. Todas ofensivas, enquanto Muricy só colocou o time à frente, aos 30, com Araújo no lugar de Conca, que nem de longe lembrou o craque do Brasileirão de 2010.

Isolado na frente, Rafael Moura fazia o que podia e, aos 31, fez boa jogada e arriscou de canhota para boa defesa de Ochoa. No ataque seguinte, o troco do América. Em duas oportunidades Ricardo Berna evitou o pior. Primeiro, no chute de Reyna que resvalou em Gum e obrigou o goleiro do Fluminense a operar um milagre, depois numa bomba de Montenegro em que Berna mandou para escanteio.

FICHA TÉCNICA: AMÉRICA-MEX 1 x 0 FLUMINENSE


Local: Estádio Azteca (MEX)
Data: 2 de março de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Wilmar Roldán (Colômbia)
Assistentes: Humberto Clavijo (Colômbia) e Javier Camargo (Colômbia)
Cartões amarelos: Diguinho (FLU)

GOLS:
AMÉRICA: Marquez, aos 25 do segunto tempo

AMÉRICA: Ochoa; Layún (Marquez), Valenzuela, Mosquera e Rojas; Pardo (Reyna), Rosinei, Oliveira (Martinez) e Montenegro; Vuoso e Vicente Sanchéz.
Técnico: Carlos Reinoso

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Digão (Souza), Gum e Leandro Euzébio; Mariano, Valencia (Edinho), Diguinho, Conca (Araújo) e Carlinhos; Tartá e Rafael Moura.
Técnico: Muricy Ramalho
 

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