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Fluminense espera uma guerra apenas na bola contra o América

Técnico do São Caetano em 2004, Muricy já eliminou o clube mexicano em duelo que acabou em pancadaria

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

É guerra. Assim a torcida do Fluminense costuma encarar os jogos pela Libertadores. E quarta-feira não será diferente. O jogo contra o América, às 21h50, no Estádio Azteca, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores, é mesmo de vida ou morte para as pretensões do clube das Laranjeiras na competição. Com dois pontos em dois jogos, o time de Muricy Ramalho ocupa apenas a terceira colocação do Grupo 3 e precisa desesperadamente da vitória para continuar sonhando com a classificação às oitavas-de-final da competição.

Embora o confronto possa selar a sorte do Fluminense na Libertadores, Muricy Ramalho espera que a “guerra” por um resultado positivo fique apenas dentro de campo. Comandante do São Caetano em 2004, o treinador sentiu na pela a ira de jogadores e torcedores do América após a eliminação da equipe mexicana e passou maus bocados no Estádio Azteca naquela ocasião.

À época, a briga começou após o apito final do juiz colombiano Oscar Ruiz. Na comemoração pela classificação, alguns jogadores do time paulista, entre eles o atacante Fabrício Carvalho, imitaram uma águia, símbolo do América, e inflamaram o estádio. Irritados, os jogadores da equipe mexicana partiram para cima dos brasileiros. A violência contagiou os torcedores, que começaram a lançar objetos no gramado, obrigando os atletas do São Caetano a fugirem para o vestiário.

Mas Muricy Ramalho e os jogadores do Fluminense preferem esquecer o episódio com o time paulista e se apegar aos números recentes para acreditar numa vitória, fora de casa. Embora o time mexicano some 30 vitórias, nove empates e apenas três derrotas em 42 jogos disputados no místico Estádio Azteca, duas delas foram para clubes brasileiros: Grêmio e Flamengo.

Se a estatística do rival desta quarta-feira é marcante, a de Diguinho impressiona ainda mais. Com ele em campo, a última derrota do Fluminense ocorreu dia 23 de maio de 2010 diante do Corinthians, por 1 a 0, no Pacaembu, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Desde então, o volante entrou em campo 30 vezes, venceu 20, empatou dez e tem um espantoso aproveitamento de 77,7%.

Apesar da impressionante marca, Diguinho afirma que não foge das derrotas e que sua façanha se deve ao esforço de todos seus companheiros. Depois de estudar o adversário desta quarta-feira, o volante do Fluminense tem a receita para que o time conquiste os três pontos e respire na competição.

“As equipes mexicanas costumam jogar com a posse de bola para ter o controle do jogo. Temos que ter paciência e tranquilidade para recuperar a bola e colocar em prática o nosso jogo”, disse Diguinho.

Apesar da obrigação de vencer, Muricy Ramalho deve escalar o mesmo time que empatou sem gols com o nacional, do Uruguai, no Engenhão, com duas de linhas de quatro e apenas Rafael Moura enfiado na área. Se optar pelo 4-4-2, a tendência é que Souza entre na vaga de Digão.


FICHA TÉCNICA – AMÉRICA x FLUMINENSE

Local: Estádio Azteca (MEX)
Data: 2 de março de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Wilmar Roldán (Colômbia)
Assistentes: Humberto Clavijo (Colômbia) e Javier Camargo (Colômbia)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Digão (Souza), Gum e Leandro Euzébio; Mariano, Valencia, Diguinho, Marquinho, Conca e Carlinhos; Rafael Moura.
Técnico: Muricy Ramalho

AMÉRICA: Ochoa; Layún, Valenzuela, Mosqueda e Rojas; Pardo, Reyna (Rosinei) Oliveira e Montenegro; Vuoso e Vicente Sanchéz.
Técnico: Carlos Reinoso

 

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