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Futebol
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Fluminense encara jogo contra Nacional como se fosse uma final

Marquinho e Ricardo Berna reconhecem que tropeço em casa deixará classificação para as oitavas ameaçada

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

Photocamera
Ricardo Berna elogia a postura da torcida, mas sabe que derrota vai complicar o relacionamento
Ainda é cedo para fazer alarde e falar em crise. Mas um resultado negativo nesta quarta-feira, contra o Nacional, do Uruguai, às 21h50, no Engenhão, pela segunda rodada da Libertadores, cairá como uma bomba nas Laranjeiras e deixará o Fluminense em situação delicadíssima no Grupo 3 da competição. O discurso no clube continua sendo de otimismo, mas nos bastidores todos reconhecem que outro tropeço em casa fará com que a parceria com o torcedor e a classificação às oitavas de final fiquem ameaçadas.

“Temos a exata noção disso. Se não vencermos em casa, sabemos que não vamos manter a parceria com a torcida. Ela cobra bastante e tem esse direito. O torcedor sempre nos apoiou e quer ver o time ganhando. Precisamos voltar a vencer, ainda mais na Libertadores. Depois os jogos serão fora do país, mais difícil ainda. Temos de ganhar de qualquer jeito amanhã (quarta-feira)”, afirmou Marquinho, escolhido pela assessoria do clube para encarar a imprensa, já que o técnico Muricy Ramalho tem o costume de só falar às sextas-feiras.

“Ainda não achamos um jeito legal de jogar. O time ainda não encaixou. Ano passado a equipe mudava toda hora e o nível era mantido. Agora estamos oscilando muito. São vários motivos, é difícil de explicar. Temos de vencer, que tudo fica mais fácil”, disse o jogador.

Marquinho pode não saber ao certo as razões que fizeram o Fluminense cair de rendimento em 2011. Mas a verdade é que tudo caminhava bem até o clássico contra o Botafogo, pela Taça Guanabara. Na ocasião, a diretoria até tentou fazer com que a derrota por 3 a 2 ficasse em segundo plano após os protestos, ainda no vestiário do Engenhão, do vice-presidente de futebol, Alcides Antunes, contra a desastrosa arbitragem de Guttemberg de Paula Fonseca.

Mas o empate por 2 a 2, em casa, diante do Argentino Juniors, na estreia da Libertadores, e a derrota para o Boavista, por 4 a 2, nos pênaltis, na semifinal da Taça Guanabara, acenderam de vez o sinal de alerta nas Laranjeiras.

Para conturbar ainda mais a semana decisiva, Fred e Rodriguinho se machucaram e estão fora do jogo. O segundo, com uma lesão grave da coxa direita, praticamente fora do Carioca e da Libertadores. Sem muitas alternativas, a esperança do técnico Muricy Ramalho é que Rafael Moura melhore das dores na região lombar e tenha condições de jogo.

Caso Rafael também seja vetado, Muricy ficará sem um jogador de referência dentro da área e terá de escolher entres três atacantes de velocidade e que jogam pelo lado do campo: Araújo, Tartá e Willians, titular contra o Argentino Juniors. A outra opção do treinador é avançar o argentino Conca e colocar Souza para compor o meio campo com Edinho, Diguinho e Marquinho. 

Com tantos problemas, Ricardo Berna reconhece que o momento é delicado e que só uma vitória contra o Nacional poderá devolver a tranquilidade ao clube.

“Não é nenhum exagero afirmar que o jogo contra o Nacional pode definir nosso futuro na Libertadores. Todos têm que chamar a responsabilidade. É nesse momento que o jogador tem que aparecer. Precisamos voltar a jogar com o mesmo espírito que mostramos em 2009, quando fugimos do rebaixamento e no ano passado, quando conquistamos o Brasileiro. Com uma vitória, tudo volta ao normal”, afirmou o goleiro Ricardo Berna.

FICHA TÉCNICA - FLUMINENSE x ARGENTINO JUNIORS

Local: Engenhão (RJ)
Data: 23 de fevereiro de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai)
Assistentes: Nicolás Yegros (Paraguai) e Milcíades Saldívar (Paraguai)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho e Conca; Araújo (Souza) e Rafael Moura.
Técnico
: Muricy Ramalho
 

NACIONAL: Leonardo Burián; Gabriel Marques, Alejandro Lembo, Sebastián Coates e Christian Núñez; Matías Cabrera, Facundo Píriz e Mauricio Pereyra; Nicolás Vigneri, Bruno Fornaroli e Richard Porta. Técnico: Juan Ramón Carrasco

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