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Futebol
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Flu perde de novo para o Boavista e mergulha numa grave crise

Time sofre derrota por 2 a 0 no Engenhão e está ameaçado de eliminação na Taça Rio e na Copa Libertadores

Thales Soares, iG Rio de Janeiro |

O Fluminense agoniza. Sem técnico uma semana depois da saída de Muricy Ramalho, sem vice-presidente de futebol, sem centro de treinamento e, agora, correndo sério risco de ficar fora da semifinal da Taça Rio e com a vida em risco na Copa Libertadores. O drama aumentou neste sábado, no Engenhão, com a derrota por 2 a 0 para o Boavista, algoz do time na Taça Guanabara e líder do Grupo A, com nove pontos, e terminou com gritos de “olé”, “time sem vergonha” e “queremos treinador”.

nullA torcida do Fluminense mostrou logo no começo do jogo o seu sentimento em relação ao Boavista. O xingamento ostensivo na entrada do rival em campo, incomum no confronto com um clube de menor expressão do Rio, deixou claro que a derrota na semifinal da Taça Guanabara não havia sido esquecida.

O Boavista fez questão de lembrar aos torcedores porque conseguiu aquela vitória. Sem se intimidar com o adversário, manteve o esquema ofensivo do jogo anterior e atuou de igual para igual. Inclusive, teve a primeira chance de gol, logo aos sete minutos, quando Diguinho errou um passe na saída de bola, Frontini ficou livre, mas chutou em cima do goleiro Ricardo Berna.

O Fluminense só foi assustar aos 18 minutos. Num contra-ataque, Conca deu ótimo passe para Rafael Moura, que dominou no peito e bateu com força, obrigando o goleiro Thiago a fazer grande defesa. No minuto seguinte, o atacante teve outra chance, mas cabeceou para fora.

Além de todas as dificuldades de um time que viveu a saída de um técnico há uma semana, o Fluminense ainda perdeu o zagueiro Leandro Euzébio e o lateral-esquerdo Carlinhos, machucados. Entraram Digão e Júlio César, mas a situação em campo pouco mudou.

O jogo continuou com chances dos dois lados e, justamente, na que parecia mais improvável, o Boavista abriu o marcador. Em cobrança de falta de longa distância, o zagueiro Gustavo acertou uma bomba no ângulo do gol defendido por Ricardo Berna e fez 1 a 0, aos 38 minutos de jogo.

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Emerson não conseguiu vencer a marcação do Boavista na partida deste sábado

No papel de técnico interino, o preparador físico Ronaldo Torres colocou Fred no lugar de Rafael Moura, no intervalo. A substituição, pelo menos, animou a torcida do Fluminense, empolgada com a volta do atacante, que não jogava, coincidentemente, desde a semifinal da Taça Guanabara, contra o mesmo Boavista.

Enquanto Fred procurava espaços na defesa do rival, a defesa do Fluminense sofria com a velocidade dos atacantes. Em dois contra-ataques, Erick Flores e André Luis quase aumentaram a vantagem do Boavista.

O Fluminense voltou a levar perigo depois da parada técnica e a pressão aumentou consideravelmente. Aos 21, Conca arriscou de longa distância e Thiago defendeu. Dois minutos depois, Mariano cruzou e Fred desperdiçou boa chance de empatar o jogo. Mas os contra-ataques continuaram perigosos. Erick Flores e Max poderiam ter feito o segundo gol do Boavista, mas finalizaram mal.

O drama aumentou. As vaias começaram a surgir, principalmente para Júlio César. E só piorou, aos 32 minutos, quando Max, depois de uma bela troca de passes entre Tony e Joílson, fez 2 a 0 para o Boavista jogando o Fluminense para a terceira colocação no Grupo B, com 7 pontos, numa grave crise, que pode ter um fim trágico na quarta-feira, contra o América-MEX, no Engenhão, quando o time jogará a sua vida na Copa Libertadores.

FICHA TÉCNICA – FLUMINENSE 0 x 2 BOAVISTA

Local:
Engenhão, no Rio de Janeiro
Data: 19 de março de 2011, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Antonio Frederico Schneider (RJ)
Assistentes: João Luiz Coelho de Albuquerque e Francisco Pereira de Sousa (ambos do RJ)
Cartões amarelos: Diogo, Gum e Júlio César (Fluminense), Everton Silva e Tony (Boavista)
Público: 5.046 pagantes
Renda: R$ 96.690,00

GOLS:
BOAVISTA: Gustavo, aos 38 minutos do primeiro tempo. Max, aos 32 minutos do segundo tempo

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio (Digão) e Carlinhos (Júlio César); Diogo, Diguinho, Marquinho e Conca; Emerson e Rafael Moura (Fred) Técnico: Ronaldo Torres

BOAVISTA: Thiago, Everton Silva, Gustavo, Bruno Costa e Paulo Rodrigues; Júlio César, Joílson (Roberto Lopes), Tony e Erick Flores (Edu Pina); André Luis e Frontini (Max) Técnico: Alfredo Sampaio

Leia tudo sobre: FluminenseCampeonato Carioca 2011

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