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Rodrigo Caetano, diretor-executivo, ficou indignado por não ter sido consultado sobre mudanças

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Rodrigo Caetano (à dir.) conversa com o técnico do Fluminense, Abel Braga
Nem mesmo a boa campanha na Copa Libertadores e o título do primeiro turno no Campeonato Carioca garantiram a paz total no Fluminense . Tudo por conta de uma velha, mas conhecida e desgastante, disputa nos corredores das Laranjeiras. De um lado, o departamento de futebol e seus funcionários. Do outro, a direção do clube, representada pela figura do presidente Peter Siemsen.

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O novo capítulo do desgaste entre os setores começou na última terça-feira, na reapresentação do elenco após o empate contra o Botafogo . O assessor de imprensa do clube, que trabalhava diretamente com o time profissional, e um fotógrafo, foram demitidos pela diretoria. O iG apurou que a atitude foi considerada por Rodrigo Caetano, diretor-executivo, como uma interferência em seu trabalho.

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Rodrigo Caetano ainda tentou, sem sucesso, a permanência do ex-funcionário e, irritado, enviou um e-mail para o presidente Peter Siemsen e para diretor-geral Jackson Vasconcellos. Na mensagem, lamentava a atitude e explicava sua posição. Para pessoas próximas, o dirigente chegou a colocar a permanência no clube em xeque. "Se continuar assim, quem sai no final do ano sou eu", teria declarado o dirigente.

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Com isso, a empresa FSB, que teve contrato encerrado no final de março e era dada como fora do clube, renovou, surpreendendo a todos. O iG apurou que a empresa aceitou metade do que recebia em 2011, cerca de R$ 1,5 milhão por ano. A reviravolta no setor de comunicação do clube surpreendeu até os jogadores. O atacante Fred teria ficado irritado com a notícia, pedindo a interferência do presidente da patrocinadora, Celso Barros, que optou por não se envolver.

Velho problema
A queda de braço entre diretoria e futebol no Fluminense não é novidade e foi um dos motivos que causaram a saída do técnico Muricy Ramalho, no início de 2011. Na época, outro assessor também foi demitido sem consentimento do departamento de futebol. Alcides Antunes, vice-presidente de futebol e homem de confiança do treinador, também foi retirado do cargo, irritando Muricy.

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Convidado pessoalmente pelo próprio Peter Siemsen, o assessor demitido nesta última terça-feira já havia sido dispensado no ano passado, pouco tempo depois da saída do técnico Muricy Ramalho, mas foi recontratado duas semanas depois, diante da repercussão negativa da medida.

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