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Flamengo reformula jurídico do futebol e punirá excessos no fim de ano

Vice-presidente explica ao iG inclusão de cláusulas no contrato dos jogadores, como a que prevê suspensão do contrato para quem se lesionar jogando pelada ou futevôlei

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

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Desde a época em que Zico assumiu o comando do futebol na Gávea, o departamento jurídico vem implementando mudanças no futebol. Primeiro, a cláusula incluída nos contratos dos reforços com regras para a conduta dos atletas também fora do clube, de forma a preservar a imagem da instituição após um ano no qual os escândalos extra-campo toraram difícil a manutenção de um ambiente tranquilo na Gávea. Agora, a vice-presidência jurídica mudou o modelo do departamento, incluindo um advogado especializado e ligado diretamente à diretoria do clube, além de novas regras de conduta nos contratos, como a que prevê suspensão de contrato para quem se lesionar em atividades recreativas, como peladas ou futevôlei, um hábito dos boleiros cariocas no fim de ano.

O vice jurídico do Flamengo, Rafael de Piro, explicou que, a estrutura que tinha Michel Asseff Filho como diretor jurídico muitas vezes criava contradições. Isso porque o jurídico do futebol atuava com autonomia e nem sempre a comunicação com a vice-presidência era a ideal. Agora, o futebol terá o advogado André Gaudiano, especializado em direito esportivo e trabalhista, à disposição. Ele está diretamente ligado à vice-presidência e é obrigado a comunicar todos os movimentos à cúpula do clube.

Agora estamos conseguindo implementar o jurídico como um só. O Michel Asseff Filho era diretor jurídico, mas esse era o projeto da Patrícia, de o jurídico ser um corpo único, com um braço no futebol. Terá um advogado especializado que se reportará a mim e à presidente. Ele cuidará também dos contratos dos jogadores. O que acontecia era que o futebol tinha um jurídico próprio e acabava às vezes conflitando um pouco com o jurídico do clube e isso é ruim. O departamento precisa se comunicar o tempo todo, não pode tomar decisões contraditórias, explicou De Piro, acrescentando que a mudança foi discutida com Vanderlei Luxemburgo e pedida pela presidente Patrícia Amorim e pelo vice de futebol, Luís Augusto Veloso.

No novo modelo de gestão, Amorim tem procurado aproximar o jurídico em todas as negociações feitas pelo clube, como foi a do atual técnico. Estou participando de tudo desde o início. Essa é uma questão interessante. A Patrícia tem o cuidado de chamar o jurídico para toda e qualquer negociação. Inclusive na contratação do Vanderlei foi assim. Primeiro ela reuniu a diretoria toda, depois passamos uma tarde inteira aqui, eu, ela, o Michel Levy (vice de finanças), com os representantes do Luxemburgo, e aí fizemos o contrato.

Peladas no fim do ano podem custar caro
O departamento promoveu uma reformulação nos contratos e, segundo De Piro, desde junho, todos os compromissos assinados com atletas incluem novas cláusulas de proteção para a instituição. A primeira, já divulgada, prevê rescisão contratual por má conduta dos jogadores fora do clube, com a possibilidade ainda de o Flamengo, entendendo que sua imagem foi prejudicada por determinado ato, buscar ressarcimento na Justiça. As duas outras foram reveladas ao iG pelo vice jurídico.

Ex-jogador, De Piro decidiu proteger o clube de um velho hábito dos boleiros, as peladas, futevôlei e demais atividades que possam causar lesões fora das dependências do clube. Quem chegou ao Flamengo ou teve seu contrato renovado a partir de junho deve abrir o olho no fim de ano. Qualquer lesão em atividades recreativas no fim de ano pode acarretar a suspensão do contrato do atleta até que esteja totalmente recuperado. Um dos casos que ensejou essa decisão foi a queimadura no pé de Adriano, segundo o jogador em uma lâmpada de jardim, que o tirou de jogos importantes.

Proteção contra ações corriqueiras
A terceira cláusula incluída visa proteger o clube de ações rotineiras na Justiça: a cobrança de direitos de arena. Caso, por exemplo, de Renato Abreu. Para voltar ao Flamengo, ele abriu mão da ação que movia contra o clube cobrando direitos de arena no valor de R$ 100 mil. O acordo acabou sendo fechado em torno de R$ 5 mil.

O sindicato dos jogadores já paga um percentual dos direitos de arena, mas cobravam na Justiça um adicional do clube. Ao assinarem o contrato agora, eles reconhecem que o valor depositado pelo sindicato corresponde ao valor total desses direitos.  O Renato fez um acordo com o Flamengo que foi um precedente importante. Foi uma imposição nossa, que só voltasse se desistisse da ação trabalhista contra o clube. Ele praticamente abriu mão. Foi bacana da parte dele. Mostrou a vontade que tinha de voltar a vestir a camisa do Flamengo, completou De Piro.

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