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Futebol
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Flamengo elimina o Botafogo nos pênaltis e encara o Boavista

Time de Luxemburgo eliminou o de Joel Santana após empate por 1 a 1. Felipe defendeu duas cobranças.

Hilton Mattos e Thales Soares, iG Rio de Janeiro |

nullA história de drama dos clássicos entre Flamengo e Botafogo teve mais um capítulo escrito neste domingo, no Engenhão, com seus heróis, vilões, técnicos de prestígio e jogadores com carisma de sobra. Depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal, foi o Flamengo de Felipe, que defendeu duas cobranças de pênalti, saindo de campo com a classificação para a final da Taça Guanabara, que será no dia 27, contra o Boavista. 

O clima amistoso entre Loco Abreu e Ronaldinho Gaúcho antes de o jogo começar, com o uruguaio levando os filhos ao campo para uma foto com o craque adversário, ficou longe da rivalidade que cerca o clássico entre Flamengo e Botafogo. Principalmente pelo fato de estar em disputa uma vaga na final da Taça Guanabara.

O jogo 

Como os últimos encontros entre os dois times, o jogo começou quente, com uma falta dura de Ronaldinho Gaúcho em Alessandro, que aumentou a perseguição da torcida do Botafogo contra o camisa 10 do Flamengo. O árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos preferiu não advertir o jogador com o cartão amarelo.

Na bola, os dois times se preocupavam muito em neutralizar as principais armas do rival. Os zagueiros do Flamengo conseguiram segurar o uruguaio Loco Abreu, enquanto Rodrigo Mancha seguia Ronaldinho por todas as partes do campo. Com isso, o jogo perdeu em criatividade e as jogadas de bola parada foram as mais perigosas do jogo. 

Começou em uma cobrança de falta de Thiago Neves, aos seis minutos, que passou ao lado da trave esquerda de Jéfferson. Depois, aos oito, Marcio Rozário assustou com uma potente cabeçada depois do escanteio cobrado por Renato Cajá. 

O Flamengo se aproveitou melhor das chances em jogadas de bola parada e saiu na frente. Aos 14 minutos, Thiago Neves cobrou escanteio e Ronaldo Angelim, numa jogada muito parecida com o do título brasileiro de 2009, fez 1 a 0. 

Com a vantagem, o Flamengo passou a explorar os contra-ataques e foi pouco ameaçado. Na única vez em que Loco Abreu levou vantagem, ele deu um passe de cabeça para Márcio Azevedo, que emendou de bicicleta, mas a bola foi nas mãos de Felipe, aos 31 minutos de jogo. 

Os espaços começaram a aumentar no fim do primeiro tempo para o Flamengo. Numa boa troca de passes, Deivid tocou para Leonardo Moura, que pegou de primeira, mas a bola subiu muito e foi para fora. Depois, aos 44, Fernando tabelou com Ronaldinho e cruzou para Thiago Neves cabecear e obrigar Jéfferson a fazer grande defesa.

 O Botafogo voltou para o segundo tempo disposto a se recuperar. Logo no primeiro minuto, o time conseguiu fazer Felipe trabalhar. Herrera ajeitou para Loco Abreu chutar, de fora da área, e obrigar o goleiro do Flamengo a defender no seu canto esquerdo, colocando para escanteio. A pressão continuou e, aos três, o uruguaio recebeu de Alessandro e empatou o jogo. 

Loco Abreu parecia outro jogador em campo, muito mais ativo do que no primeiro tempo. Everton, que entrou no intervalo na vaga de Marcio Azevedo, cruzou da esquerda e o uruguaio acertou uma bonita cabeçada, mas Felipe fez boa defesa e evitou a virada do Botafogo, aos 11 minutos.

 O técnico Vanderlei Luxemburgo resolveu mudar o time. Tirou Deivid e colocou Negueba. O garoto mal entrou e fez três grandes jogadas, todas em cima de Arévalo. Na primeira, colocou a bola entre as pernas do uruguaio, mas errou a conclusão. Na segunda, ganhou na velocidade e cruzou para Ronaldinho, que não conseguiu concluir. Na terceira, quase fez um gol espírita, que finalmente animou a torcida do Flamengo no jogo.

Gazeta Press
O goleiro Felipe foi o grande herói na decisão por pênaltis que classificou o Flamengo
O Flamengo melhorou e começou a ficar mais tempo com a bola nos pés. Em cobrança de escanteio de Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho dominou com categoria nas costas de Somália e tocou para o gol, mas a bola saiu mansamente rente à trave esquerda de Jéfferson, aos 23 minutos.

 A torcida e o time do Botafogo reclamaram de um pênalti de Willians em Renato Cajá, depois de um erro de Fernando na saída de bola. O árbitro marcou simulação e ainda aplicou o cartão amarelo em Renato Cajá, que se jogou. Aos 34, depois de boa troca de passes, Everton chutou com muito perigo.

 Os dois times buscaram o gol até o fim. Felipe fez grande defesa em cobrança de falta de Renato Cajá. Jéfferson também foi obrigado a se esforçar para evitar o gol de Negueba e outro de Ronaldinho Gaúcho. A decisão foi para os pênaltis. Felipe defendeu as cobranças de Everton e Somália e contou com o chute para fora de Cajá para classificar o Flamengo.

 FICHA TÉCNICA – FLAMENGO 1 x 1 BOTAFOGO (3 a 1 nos pênaltis)

Local: Engenhão, no Rio de Janeiro
Data: 20 de fevereiro de 2011, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos (RJ)
Assistentes: Ricardo Maurício Ferreira de Almeida e Eduardo de Souza Couto (ambos do RJ)
Público: 26.854 pagantes
Renda: R$ 805.645,00

Cartões amarelos: Thiago Neves, Willians, Deivid, David (Fla), Rodrigo Mancha, Renato Cajá e Herrera (Botafogo)

GOLS:
Flamengo:
Ronaldo Angelim, aos 14 minutos do primeiro tempo
Botafogo: Loco Abreu, aos três minutos do segundo tempo

Flamengo: Felipe, Leonardo Moura, David, Welinton e Ronaldo Angelim (Diego Maurício); Fernando, Willians, Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho e Renato; Deivid (Negueba).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

 Botafogo: Jéfferson, Rodrigo Mancha, Antônio Carlos e Márcio Rozário; Alessandro, Arévalo (Araruama), Somália, Renato Cajá e Márcio Azevedo (Everton); Herrera (Caio) e Loco Abreu.
Técnico: Joel Santana
 

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