Diretor da empresa, parceira do Palmeiras, diz que não há intenção de comentar o assunto, mas não desmente envolvimento

Ronaldinho Gaúcho ainda não decidiu o seu destino, o que pode acontecer nesta sexta-feira, mas o Flamengo tenta as suas últimas cartadas para vencer o clube que revelou o jogador, o Grêmio, na disputa. Dirigentes da equipe carioca e o procurador e irmão do jogador, Assis, estariam reunidos desde o início da tarde, com o objetivo de ratificar as garantias do clube no pagamento da quantia exigida pelos dirigentes italianos. Essa garantia seria dada pela Traffic. Um diretor do alto escalão da empresa informou que não há intenção de comentar o assunto, mas não negou o envolvimento da Traffic na negociação.

O receio da Traffic em declarar a participação na negociação para pela relação que mantém com o Palmeiras, outro interessado no jogador. A empresa poderia explorar a imagem do craque, ao contrário da fornecedora de material do Flamengo, Olympikus, que ajudaria no pagamento dos salários, mas se veria impedida de usar Ronaldinho em campanhas publicitárias em função do contrato vitalício do atleta com a Nike. Além da publicidade e a possibilidade de negociar a inclusão do jogador em campanhas de parceiros na negociação, a Traffic teria retorno com royalties de venda de camisas do jogador.

Este seria o motivo da frase do vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, que deixou Assis constrangido na entrevista coletiva concedida na quinta-feira, no Copacabana Palace. Quando disse preferir que o atleta vestisse a camisa do Flamengo, por ser torcedor do clube, na verdade o italiano estaria se referindo a uma garantia mais sólida de pagamento por parte dos cariocas.

O problema é que a entrada da Traffic no negócio pode dar um grande prejuízo no investimento que tem no Palmeiras. Especificamente no futebol, a empresa já não tem tanta participação no Palestra Itália. É no novo estádio, aliás, que a companhia concentra seus esforços. Contratada pela WTorre para comercializar os direitos comerciais da Arena do time paulista, a firma de J. Havilla poderia perder cerca de R$ 200 milhões com a exploração de itens como camarotes e naming rights.

Belluzzo já mostrou que está disposto a afastar a Traffic desse negócio. E, para isso, ganhou o apoio de Walter Torre Jr., presidente da companhia de engenharia.

* Colaborou Danilo Lavieri, iG São Paulo

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.