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Flamengo admite que não terá valor esperado de patrocínio com R10

Clube está há dois meses sem patrocinador e a solução não está próxima. Vice de marketing reconhece que cota "não chegará a tanto"

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

O Flamengo sofre para conseguir um patrocínio à altura do que esperava na chegada de Ronaldinho Gaúcho. As propostas recebidas até o momento superam em pouco o contrato de 2010, com a Batavo, que gerou cerca de R$ 22 milhões em um ano. A justificativa usual para o atraso é o racha com o Clube dos 13 e a negociação em andamento de direitos de transmissão, como explicou a presidente Patrícia Amorim em palestra realizada no último dia 21. Porém, essa explicação encobre a razão principal para a demora: o fato de que, até o momento, a Traffic, encarregada de obter o novo patrocínio, não conseguiu chegar ao valor projetado quando foi feita a contratação de Ronaldinho.

No modelo de janeiro, o Flamengo estabelecia um patamar mínimo de R$ 30 milhões, mas projetava um patrocínio de R$ 35 milhões por ano, R$ 13 milhões a mais do que no ano anterior. Obtido esse montante, Ronaldinho teria direito a 50% dos R$ 5 milhões que excedem o patamar mínimo, a Traffic teria direito a 20% e o Flamengo ficaria com 30% do dinheiro que ultrapassasse o patamar. A Traffic, porém, levaria ainda 20% do valor total do contrato, a título de agência. Esse modelo, porém, está sendo revisto.

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Mesmo com Ronaldinho, clube não conseguiu patrocinador para sua camisa

Vice-presidente de marketing do clube, Henrique Brandão foi evasivo ao comentar o assunto, mas admitiu que será difícil atingir os R$ 35 milhões. “Não vai chegar a tanto”, limitou-se a dizer o dirigente. Questionado sobre as negociações, ele reconheceu que a questão da transmissão dos campeonatos não é decisiva para a demora. “Também é a questão dos direitos de transmissão, mas não é só isso. É porque não tem empresa com esse volume de dinheiro para colocar. Se eu estivesse oferecendo a R$ 1 milhão, teria um monte de gente”. Em seguida, indagado se o patamar estabelecido pelo clube permaneceria em R$ 30 milhões, só disse: “Menos”

Solução pode ser dividir a cota principal de patrocínio
A saída, para o Flamengo, como explicou Brandão, pode ser a divisão da cota de patrocínio principal do clube. Ele não deu detalhes sobre essa possibilidade, mas admitiu que está em discussão. “Estamos trabalhando para abrir isso, em vez de fazer uma cota só, fazer mais. Podemos ter outras propriedades vendidas. Pode ser, por exemplo, dois patrocínios na camisa. A gente tem conversado com um número razoável de empresas, mas por enquanto só conversa. Estamos em compasso de espera mesmo”.

Presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro vem criticando, há mais de um mês, a morosidade para fechar o patrocínio. O contrato com a Batavo foi encerrado em janeiro e o pagamento de patrocínio para 2011 dificilmente contemplará o mês de abril. Ou seja, com três meses sem patrocínio, um quarto do valor anual pedido pelo clube deverá ser perdido em 2011, o que pode impactar no orçamento para a temporada. “O avião levantou voo com o assento vazio”, disse Ribeiro que, contudo, evitou ser mais incisivo nas críticas por um simples motivo:

“Não sabemos como é o acordo do Flamengo com a Traffic. Até hoje os poderes do clube não têm esse contrato à disposição para conferir, então não dá para dizer exatamente de quem é a responsabilidade por essa demora. O Flamengo tem um piso de R$ 30 milhões, mas os patrocínios que estão aparecendo são de R$ 22 milhões, R$ 23 milhões. Para dar uma posição concreta, precisamos do contrato que foi feito com a Traffic. É justo que, como ela investiu, tenha um retorno, mas como o Flamengo não está conseguindo atingir nem o patamar, não fecha o patrocínio”, explicou Ribeiro.

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