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Futebol
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Fla supera média de posse de bola, mas não a transforma em gols

Time teve o domínio do jogo contra o Ceará e chegou a finalizar 27 vezes contra apenas oito do adversário

Thales Soares, iG Rio de Janeiro |

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Ronaldinho Gaúcho tenta dominar a bola, observado pela marcação do Ceará no Engenhão
O técnico Vanderlei Luxemburgo não gostou da atuação do time do Flamengo na derrota por 2 a 1 para o Ceará, na quinta-feira, no Engenhão. O resultado deixou a situação complicada na Copa do Brasil. Para chegar às semifinais, vai precisar vencer por dois gols de diferença ou um, desde que marque três, quarta-feira, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Mas um número alcançado na noite trágica serve de consolo para o comandante.

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Segundo o Footstats, no jogo de quinta-feira, o Flamengo ficou 17min04s com a posse de bola, acima de sua média de 14min13s na temporada, contra 10min03s do Ceará. Isso significa 62,5% do tempo. O time ainda conseguiu 27 finalizações, sendo sete certas, contra apenas oito do adversário, quatro delas na direção do gol defendido por Felipe.

“No primeiro tempo, fizemos um jogo muito ruim. Tivemos a posse de bola, mas não agredimos. No segundo, fomos mais agressivos e quando o time estava em cima, levou o segundo gol de maneira irregular, o que acabou prejudicando. O jogador nitidamente conduz a bola com o braço. Mas passou. Não podemos jogar apenas 45 minutos. Temos que buscar o resultado fora de casa”, disse o técnico Vanderlei Luxemburgo, referindo-se ao gol marcado por Geraldo no segundo tempo.

Apesar da derrota, o treinador não pretende sair na caça às bruxas. Com o título carioca invicto, conquistado domingo passado, na bagagem, ele pretende manter o seu planejamento para a temporada, confiante ainda na classificação para a semifinal da Copa do Brasil. O time volta a treinar neste sábado, às 16h, no Ninho do Urubu.

“Já jogamos pior e ganhamos. O futebol é caprichoso por isso. Não vou usar 45 minutos como base para nada. Eles tiveram duas bolas e nós perdemos o jogo. Não podemos colocar isso como referência”, afirmou Luxemburgo, deixando de lado a perda da invencibilidade de 26 jogos, sendo 25 este ano. “Fazer o quê? Um dia teria que perder. Seria bom se não fosse nesse jogo e em casa”.

Antes desse confronto com o Ceará, mesmo com a sequência invicta, o Flamengo era alvo de críticas por não apresentar um futebol condizente com o investimento feito em jogadores como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Luxemburgo sabe que a pressão será grande nesse momento, principalmente em caso de eliminação da Copa do Brasil

“Não está legal há muito tempo. Se quando estava invicto, não achavam legal, imagina perdendo então?” disse o treinador, com uma boa dose de ironia. “Os 90 minutos são diferentes um do outro. Nós acabamos de ganhar um campeonato e aconteceu isso. Mas é assim que funciona o futebol”.
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