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“Final da década” na Liga reúne dominantes do século 21

Barcelona e Manchester United duelam pelo tetracampeonato europeu em final que celebra Wembley como palco recordista em decisões

Sérgio Rizzo, especial para o iG, em Londres |

A imprensa ofereceu a expressão como isca para os dois treinadores e, nas entrevistas coletivas de sexta-feira, ambos aceitaram mordê-la. Assim, o que muitos jornalistas vinham dizendo desde o resultado das semifinais ganhou o aval do escocês Alex Ferguson e do espanhol Pep Guardiola : todos, inclusive os protagonistas do espetáculo, esperam que Wembley assista neste sábado, às 15h45 no Brasil , à “final da década”, com Barcelona e Manchester United duelando pelo título da Liga dos Campeões.

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O clube inglês chegou a três decisões da competição nos últimos quatro anos; o Barcelona esteve em três das últimas seis. Dois anos atrás, no estádio Olímpico de Roma, eles se enfrentaram. O clube espanhol venceu por 2 x 0 e, mais tarde, viria a completar a “temporada perfeita”, conquistando os seis títulos que disputou. Aquela não foi, contudo, uma partida memorável. A expectativa é a de que, agora, eles entreguem com juros o que torcedores do mundo inteiro queriam ver em 2009.

Obrigatoriamente, o futebol europeu conhecerá neste sábado um tetracampeão. O Manchester United conquistou o título em 1968 (4 x 1 no Benfica, no antigo Wembley), em 1999 (2 x 1 no Bayern de Munique, em Barcelona) e em 2008 (na decisão por pênaltis contra o Chelsea, em Moscou). O Barcelona, em 1992 (1 x 0 na Sampdoria, também no antigo Wembley), em 2006 (2 x 1 no Arsenal, em Paris) e em 2009. Um triunfo do Manchester United fará a Inglaterra , hoje com 11 títulos, igualar-se à Espanha e à Itália , com 12. Mas será também a chance de os espanhois assumirem a liderança isolada no ranking..



Londres passará a ostentar o recorde de sediar por seis vezes a final europeia, que já havia recebido em 1963, 1968, 1971, 1978 e 1992. Até agora, a capital inglesa estava empatada com Paris, palco das finais de 1956 (a primeira na história da competição, criada como Copa de Clubes Campeões Europeus, inscrição que ainda consta no troféu, em francês), 1975, 1981, 2000 e 2006. Bruxelas, Munique, Roma e Viena vêm em seguida, com quatro decisões.

Ferguson recusou-se a analisar publicamente, até hoje, a derrota de Roma. Para quem o conhece, o silêncio foi a sua forma de velar o sapo que mais detestou engolir desde que assumiu o Manchester United, em 1986. Por mais que ele insista em negar que o jogo deste sábado tenha um caráter de vingança, alegando que os dois times da final de Londres são diferentes (e mais maduros) do que os de 2009, a imprensa britânica avalia que a derrota de dois anos atrás vai orientar diretamente a escalação e o posicionamento da equipe.

O diário “The Times” afirma, com base em experiências realizadas por Ferguson nas últimas semanas, que o escocês tem duas alternativas preferenciais para impedir que o Barcelona exerça o controle da partida, como habitualmente ocorre. Na primeira, ele escalaria Fábio na lateral direita, formaria o meio-campo com Valencia, Carrick, Giggs e Park (este, encarregado de marcar Daniel Alves), e deixaria Rooney e “Chicharito” Hernández no ataque.

Caso a estratégia não funcione, entraria em ação o plano B, com Park dando lugar a Smalling, que formaria a defesa com Ferdinand e Vidic. Fábio e Evra se tornariam alas, com Valencia no ataque pela direita e Hernández pela esquerda. Há quem aposte ainda que Hernández começará no banco, com Fletcher como armador, Valencia e Park pelos lados, e apenas Rooney no ataque.

As dúvidas têm a ver com as diversas opções oferecidas pelo elenco e já utilizadas na temporada, mas também refletem a preocupação de neutralizar a principal qualidade do adversário, aperfeiçoada nos últimos anos. Na temporada 2006-2007, o Barcelona teve, em média, 61,6% de posse de bola na campanha da Liga dos Campeões. Na atual temporada, o índice saltou para 73,3%. Xavi lidera as estatísticas de passes, com um total de 1.167, seguido por Busquets, com 1.108, e Daniel Alves, com 865. Outros quatro jogadores do time (incluindo Messi , com 795) aparecem à frente do primeiro atleta do Manchester United nesse ranking, Carrick, com 744.

O Barcelona ganhou nove das 13 competições que disputou (incluindo a atual Liga dos Campeões) desde que Guardiola assumiu o time, em junho de 2008. O time-base é conhecido, raramente se altera por causa do adversário, e só não foi confirmado para a final deste sábado porque persiste o mistério sobre as reais condições de Puyol, que vem de um longo período afastado por contusão, e de Abidal, submetido recentemente a uma cirurgia. Caso um deles não comece jogando, Mascherano será provavelmente titular.

Entre os candidatos a serem os destaques da partida, as atenções recaem, no Barcelona, naturalmente sobre Messi, o melhor jogador do mundo na eleição da Fifa, e também sobre os campeões mundiais Xavi, Iniesta, Villa e Pedro. No Manchester United, que há dois anos tinha Cristiano Ronaldo e Tévez, a maior estrela agora é Rooney, com o veterano Giggs ( protagonista de um escândalo extraconjugal na imprensa durante a semana) e o novato Hernández entre os ilustres coadjuvantes que podem ajudar Ferguson a finalmente mastigar a derrota de 2009.

FICHA TÉCNICA - BARCELONA x MANCHESTER UNITED

Local: Estádio de Wembley, em Londres (Inglaterra)
Data: 28 de maio de 2011, sábado
Horário: 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)
Assistentes: Gabor Eros e Gyorgy Ring (ambos da Hungria)

BARCELONA: Valdés; Alves, Piqué, Mascherano, Abidal, ; Xavi, Busquets, Iniesta; Pedro, Messi e Villa. Técnico: Pep Guardiola

MANCHESTER UNITED: Van der Sar; Fábio, Vidic, Ferdinand e Evra; Carrick, Park Ji-Sung, Giggs e Valencia; Rooney e Chicharito. Técnico: Alex Ferguson

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