Sindicato quer que diretrizes sobre o clembuterol sejam alteradas para evitar diagnósticos enganosos

O FIFPro (Sindicato Internacional de Jogadores Profissionais) defendeu a modificação do regulamento antidoping, depois que cinco jogadores mexicanos fossem suspensos provisoriamente após ter sido detectado restos de clembuterol em suas urinas, em um controle na Copa Ouro.

O sindicato questionou o regulamento, apesar de o clembuterol ser uma substância alheia ao organismo, que só ajuda a melhora do rendimento se for ingerido em quantidades elevadas. Além disso, a substância é detectada com frequência em porções muito pequenas de carne ou em suplementos alimentícios.

A Federação Mexicana, que nesta quarta-feira divulgou que os jogadores tiveram resultado negativo em uma segunda análise realizada no laboratório da Ucla (Universidade da Califórnia em Los Angeles), suspeitou que seus atletas ingeriram o clembuterol ao comer carne contaminada com esta substância entre os dias 15 e 20 de maio.

Goleiro Ochoa, da seleção mexicana, alega ter ingerido clembuterol presente em carne contaminada
EFE
Goleiro Ochoa, da seleção mexicana, alega ter ingerido clembuterol presente em carne contaminada
"O que se pretende é punir os verdadeiros culpados e não os que tiveram o azar de consumir carne ou suplementos alimentícios contaminados", disse o advogado do FIFPro, Wil van Megen.

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