Entidade já criticou o Brasil em outras oportunidades, mas ficou isenta em novo adiamento

Diante de mais um adiamento na votação da Lei Geral da Copa, a Fifa , diferente de outras oportunidades, preferiu não criticar o novo atraso do governo brasileiro. Em contato com a reportagem do iG , a entidade máxima do futebol mundial não polemizou e disse que não vai mais comentar ou especular sobre o assunto. A mudança de postura acontece justamente alguns dias após a visita do presidente Joseph Blatter ao País.

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Blatter esteve no Brasil na última semana
Divulgação
Blatter esteve no Brasil na última semana
Os políticos pretendiam fazer a votação nesta terça-feira, mas tiveram que adiar para a quarta. A votação do Código Florestal trava a aprovação de lei, já que a oposição vincula as duas votações . Conforme o iG antecipou na última segunda-feira, na coluna Poder Econômico , o Governo Federal quer repassar para a Fifa e para as sedes da Copa de 2014 a decisão sobre a permissão ou não de venda de bebidas alcoolicas nos jogos do Mundial.

Por conta desse impasse, o Brasil já havia sido criticado pelo secretário da Fifa, Jèrôme Valcke. O cartola atacou a demora dos brasileiros e chegou a afirmar que o país precisa de um “chute no traseiro” para acelerar na organização do evento. A declaração levou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a pedir à entidade que mude o interlocutor.

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Nesta terça, em reunião entre os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ficou acordado que será votada a suspensão da atual proibição para a venda de bebidas alcoólicas, contida no Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03), mas que não serão revogadas as leis estaduais ou municipais que tratem do tema. Ou seja, caberá à Fifa discutir a questão com cada um dos 12 estados com cidades-sede no Mundial.

"Vamos votar o texto (da Lei Geral da Copa) que foi aprovado pela comissão especial. Porém, vai ser feito um destaque para excluir o Artigo 29 (da liberação de bebidas nos estádios), o que facilita a aprovação do acordo firmado pelo governo", disse Arlindo Chinaglia, líder do governo na Câmara. "Mas no que diz respeito à bebida, vamos ficar com o texto original do governo", completou.

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