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"Fielzão" completa um ano e pela 1ª vez vive fase de certezas

Estádio do Corinthians foi anunciado em 1º de setembro de 2010. Veja a evolução do projeto em 12 meses

Bruno Winckler, iG São Paulo |

Em 1º de setembro de 2010, ao entrar no seu 100º ano de existência, o Corinthians mais uma vez dava aos seus torcedores a esperança que uma das principais fontes de chacotas dos rivais estava com os dias contados. Num pomposo anúncio de Andrés Sanchez, foi lançado o projeto do estádio em Itaquera, a ser construído pela empreiteira Odebrecht a pedido do ex-presidente Lula.

Um ano após o anúncio, com as obras do Fielzão em andamento há três meses no terreno da Zona Leste, o futuro palco de São Paulo na Copa de 2014 tem pela primeira vez neste período um momento de certezas, bem diferente do que aconteceu ao longo dos meses entre o discurso de Sanchez e o início real das obras, no final de maio deste ano.

"Você sair do zero e após 90 dias você estar com 400 homens mobilizados, 100 máquinas, o canteiro já instalado, todo cercado, com escavações concluídas para liberar todas as fundações do estádio. É muita coisa. A obra anda bem acima do programado, mas lógico não podemos nos iludir. Temos sempre de estar com aquela sintonia, mantendo o ritmo", disse Frederico Barbosa, gerente operacional da Odebrecht.

Inicialmente projetado para 48 mil lugares e sem o objetivo de abrigar a Copa, o estádio foi tratado como um projeto do Corinthians para o Corinthians, mas as rusgas crescentes entre a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o São Paulo, além da aproximação cada vez maior entre Andrés Sanchez e Ricardo Teixeira, presidente do Comitê Local (COL), colocaram o futuro estádio do Corinthians na rota de 2014 , mandando para escanteio o Morumbi e o projeto são-paulino.

AE
Andrés, Kassab, Alckmin comemoram o acordo de isenção de leis de incentivos fiscais para o Fielzão
O iG listou os principais fatos do último ano, as polêmicas e as dúvidas que envolveram o controverso projeto do “Fielzão”. Confira:

Setembro de 2010: Corinthians desdenha Copa

No lançamento, o clube paulista deixou claro que o orçamento do estádio, apontado em R$ 350 milhões, não incluiria as exigências da Fifa para que a arena recebesse a Copa. Gastos extras poderiam acontecer, mas sem dinheiro do Corinthians .

Para bancar a construção do estádio, o Corinthians apontava e ainda sonha com a venda dos naming rights por valores próximos a R$ 35 milhões por ano . Luís Paulo Rosenberg, que comanda as negociações no marketing corintiano, diz que a venda só vai acontecer quando o estádio tiver uma cara. “Por enquanto é só terra, não vou vender isso. Vou vender o nome de um estádio. Deixa ele ter uma carinha”, disse o dirigente.

Novembro de 2010: Governo de olho

Ainda sem a certeza sobre qual seria a arena da cidade de São Paulo na Copa de 2014, o prefeito Gilberto Kassab condicionou que o estádio do Corinthians só seria candidato se ampliasse a sua capacidade . Ainda não se falava de incentivos fiscais.

Nesse mês, mesmo depois de o Morumbi ter sido descartado como opção para o Mundial, o Ministério dos Esportes e os governantes de São Paulo ainda relutavam em cravar que o estádio do Corinthians era a única opção paulista para sediar a Copa. 

No discurso do prefeito ainda havia a possibilidade de o Morumbi, o novo Palestra Itália e até o Pacaembu serem escolhidos como sede paulista do Mundial.

Dezembro de 2010: Andrés fala, fala, fala...

Após três meses do anúncio do estádio e ainda sem as obras em andamento, o presidente Andrés Sanchez declarou que “no mais tardar em 15 de janeiro” todos os documentos necessários estariam assinados e que em março deste ano as obras seriam iniciadas . A declaração foi só mais uma do show de desencontros que os atores do caso protagonizaram ao longo de 10 meses até o início efetivo das obras.

Janeiro de 2011: Comitê pressiona o Corinthians

A demora por uma definição do início das obras e o encurtamento do prazo seguro para o encerramento das obras até a Copa de 2014 fazem o Comitê Local pressionar o Corinthians por respostas . O COL pede esclarecimentos sobre os contratos com a Odebrecht e com o BNDES.

Fevereiro de 2011: Nova previsão, nenhuma certeza
A previsão desta vez era de que as obras começassem em março. Contratos, financiamento e orçamento ainda não haviam sido definidos, mas mesmo assim, Andrés Sanchez bancava o início das obras para o mês seguinte .

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Andrés, Kassab, Alckmin comemoram o acordo de isenção de leis de incentivos fiscais para o Fielzão
Abril de 2011: Fielzão alimenta sonho

Com a demora no início das obras, trabalhadores desempregados passaram a se aglomerar à frente do terreno de Itaquera em busca de uma oportunidade. Informações desencontradas motivaram centenas de pessoas a esperarem ali pelo anúncio de contratação para trabalhar na obra.

Maio de 2011: Largada!

Enfim, mesmo sem garantias ou contratos assinados entre a Odebrecht e o Corinthians, as obras em Itaquera foram iniciadas . Às 8h14 do dia 30, três caminhões e três tratores começaram os trabalhos de terraplenagem no terreno de 197 mil metros quadrados. Dias antes do início das obras, o diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg dizia negociar com três empresas em darem nome ao estádio do Corinthians .

Junho de 2011

Com as obras em andamento, mas sem as garantias financeiras, o governo municipal de São Paulo passou a ver a necessidade de mexer nos seus cofres para que o estádio, e consequentemente a cidade, não ficasse fora da Copa do Mundo . Assim, após aprovação na Câmara e sanção de Kassab, o Corinthians conseguiu R$ 420 milhões em incentivos fiscais . O montante completa os R$ 400 milhões que o clube espera arrecadar via empréstimo no BNDES.

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Andrés, Kassab, Alckmin comemoram o acordo de isenção de leis de incentivos fiscais para o Fielzão
Julho de 2011: A conta

Em nota oficial, o Corinthians divulgou o acordo definitivo com a Odebrecht para a construção do estádio do clube em Itaquera "nos moldes exigidos pela Fifa para habilitá-lo como sendo o da abertura da Copa do Mundo de 2014". Segundo o clube paulista, a obra foi orçada em R$ 820 milhões.

Em meio a esse processo, o clube apresentou ao COL (Comitê Organizador Local) da Copa de 2014 e à Fifa (Federação Internacional de Futebol Association) as garantias financeiras do estádio e viu o prefeito Gilberto Kassab sancionar a lei que oferece R$ 420 milhões ao projeto do estádio por meio de incentivos fiscais .

Agosto de 2011: Luxo não! Aqui é Curintia!

No último mês, o iG teve acesso ao projeto do estádio do Corinthians adaptado para a Copa e aos cortes que foram feitos no orçamento para que os gastos finais com as obras se adequassem aos R$ 820 milhões estipulados em julho. Foram cortados alguns “luxos” como banheira de hidromassagem e placas de mármore .

A ajuda estatal também cresceu dentro do orçamento. Somando-se aos R$ 46 milhões que o Governo Estadual pagará pelas arquibancadas provisórias para ampliar o estádio para a abertura do Mundial, a injeção de dinheiro público no projeto chegou a R$ 126,1 milhões . No último dia 26, Charles Botta, consultor da Fifa para a Copa de 2014, esteve no canteiro de obras e se disse satisfeito com o andamento das obras .

Projeto do Fielzão completa um ano com obras em andamento. Veja as fotos

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