Capitão do Vasco ficou tão feliz que precisou ser alertado por dirigente para levantar o troféu da Copa BR

Quando o jogo com o Coritiba terminou, o goleiro Fernando Prass correu na direção da torcida do Vasco junto com os companheiros para comemorar o título inédito da Copa do Brasil . Em meio aos festejos, ouviu de Rodrigo Caetano, diretor-executivo, que deveria se dirigir ao palanque armado atrás do outro gol para receber o troféu. Naquele instante, caiu-lhe a ficha.

Na história vascaína, nunca um goleiro foi o capitão em uma conquista de expressão. E assim, Prass se viu marcando época no clube de São Januário. O momento em que ergueu a taça foi inesquecível.

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“Eu não tinha me dado conta. Para mim, a festa já estava completa. Eu era campeão e estava com os jogadores cantando diante da torcida. Aí o Rodrigo e chamou, lembrando da taça”, relembrou o camisa 1 do Vasco .

Fernando Prass levanta a taça em Curitiba
AE
Fernando Prass levanta a taça em Curitiba
“É muito gratificante você representar dezenas de pessoas. Trabalhei com grupos maravilhosos, exerci minha liderança, mas nunca tinha vivido isso. Realmente, você ser a figura central na hora de levantar a taça é emocionante. Mas não conquistei nada sozinho, o título é de todos”, completou o goleiro vascaíno.

No vestiário, já com a medalha de campeão e entre os tapinhas de dirigentes e torcedores, Fernando Prass ia além da conquista pessoal. Contratado em meados de 2009 para a disputa da Série B do Brasileiro, ele conta que à época o Vasco mal tinha uma base. O clube se despedia do estadual e começava a reformular o elenco para a segunda divisão.

Prass se recorda que não havia um time formado (refere-se a titulares e reservas), Caetano e o técnico Dorival Júnior se desdobravam para montar um grupo condições de trazer o Vasco de volta à elite do futebol brasileiro.

“Foi uma época difícil. A gente estava na segundona, ninguém acreditava, o clube vivia uma fase política difícil, o Roberto (Dinamite) tinha chegado há pouco tempo e ainda estava se encontrando. Ouvimos muita besteira ao longo deste período. A falta de títulos na Série A contribuiu para a pressão da torcida. Mas hoje tudo isso acaba. A Copa do Brasil encerra este ciclo negativo e dá início a outro. Agora somos novamente a elite e seremos respeitados”.


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