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Felipe chega confiante em fazer sucesso

Novo goleiro do Flamengo esquece problemas e diz que no campo "não tem moita nem muro" para se esconder

Thales Soares, iG Rio de Janeiro |

O Flamengo apresentou o goleiro Felipe nesta quarta-feira. O novo camisa 1 da Gávea chegou com confiança para assumir uma posição marcada por problemas fora do campo, culminando com a prisão de Bruno, condenado pelo seqüestro de Eliza Samudio. O reforço também ficou conhecido por confusões no Corinthians e conjugais, mas sabe que o importante nesse momento é fazer seu papel dentro de campo para provar sua qualidade técnica.

Aos 26 anos, Felipe passou com mais destaque por Vitória e Corinthians, antes de defender o Braga, de Portugal. De volta ao Brasil, ele já sonha até com a seleção brasileira, comandada por Mano Menezes, seu técnico no Corinthians.

“Um técnico meu na base dizia que no campo não tem moita nem muro, não tem onde se esconder. Se jogar bem ou mal, todo mundo vai ver. Não sou santo, tive meus problemas, mas quero apagar essa imagem e ser lembrado só pelo que faço em campo”, afirmou Felipe. “Mano me conhece faz tempo, desde as categorias de base, quando nos enfrentamos. Se buscar títulos com o Flamengo, a chance de ser visto é maior”, emendou.

Nascido no Rio de Janeiro, Felipe foi com três anos para Salvador. Flamenguista até se tornar profissional, hoje guarda um carinho pelo Corinthians, depois de três anos defendendo o clube. Mas a família toda ficou satisfeita com a sua contratação e aguarda a estréia ansiosa.

“Meu tio Toninho até passou mal quando soube que eu havia sido contratado”, comentou Felipe, que lembra de uma derrota marcante do Flamengo. “Foi um jogo contra o Palmeiras, na Copa do Brasil de 1999. O Flamengo estava vencendo, mas acabou permitindo a virada no final. Já tinha até parado de ver o jogo, mas a minha avó avisou que o Palmeiras havia virado”, explicou.

A referência no Flamengo é Júlio César, titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010. Mas ele se espelha em outros goleiros importantes do futebol brasileiro, com os quais aprendeu muito, dentro e fora de campo.

“O Júlio César viveu momentos complicados, mas chegou a uma copa do mundo e hoje é o melhor do mundo. Quando era mais novo, sempre quis ser um Dida, Rogério Ceni, Marcos. Não é demérito nenhum dizer isso. São grandes goleiros e pessoas”

Felipe se reapresenta no dia 3 de janeiro, com o restante do grupo, no Ninho do Urubu. No mesmo dia, a delegação viaja para Londrina, onde fica até o dia 17. A estreia no Campeonato Carioca será no dia 19, contra o Volta Redonda, no Engenhão. Tradicional palco de jogos do Flamengo, o Maracanã está fechado para reformas visando a Copa do Mundo de 2014. Mas Felipe demonstra o desejo de jogar pelo clube carioca lá.

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