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Futebol
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Felipe chega a 300 jogos pelo Vasco e pede vaga na Copa do Brasil

Aos 33 anos, meia acredita que ainda possa atuar mais duas ou três temporadas em alto nível

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

O jogo desta quarta-feira, contra o Náutico, será especial para Felipe. O meia vascaíno completa 300 jogos pelo clube de São Januário. Revelado em meado dos anos 90, o camisa 6 voltou ao clube no Brasileiro de 2010, alternou boas e más partidas e hoje é um dos destaques do Campeonato Carioca. Responsável pela recuperação do craque em sua chegada à Colina, o técnico Ricardo Gomes também não esconde o prazer de ter o meia como líder do time dentro de campo.

“Felipe tá feliz. Todo dia ele chega para treinar com um sorriso no rosto. Trata-se de um jogador que já viveu tudo no futebol, ganhou aqui no Brasil e lá fora. E hoje está no Vasco de novo jogando o fino. Esta marca, poucos os jogadores conseguiram na história”, disse Ricardo Gomes, que pediu a reintegração do ex-lateral quando ele e Carlos Alberto estavam afastados durante a péssima campanha da Taça Guanabara.

Felipe endossou as palavras do comandante. Esta marca, de fato, poucos jogadores têm em São Januário. Sem muito mistério, o meia pede a classificação na Copa do Brasil aos companheiros. “Feliz por atingir esta marca. No futebol, é difícil. Gostaria que neste jogo, a equipe me desse a classificação como presente”, pediu o jogador, que vestirá a camisa 300 contra o Náutico.

Revelado no futsal, chegou ao Vasco aos 6 anos. Subiu para o profissional em 96, compondo um elenco que conquistou, entre outros títulos, dois Brasileiros e uma Libertadores. O tempo mudou seu estilo de jogo. Já não tem a mesma velocidade da época de lateral. Mas ganha no posicionamento. Aos 33 anos, tem contrato até dezembro de 2012. Pelo que vem jogando, levará ainda umas duas ou três temporadas até pendurar as chuteiras.

“Se eu chegar no fim do ano e achar que não estou bem, serei o primeiro e pedir para parar. Não vou estragar uma carreira longa e uma história bonita por causa de seis meses”, diz o camisa 6. “Mas, pelo que venho demonstrando, acho difícil ter algum problema no fim do ano”, completou.

Gol nunca foi a sua especialidade. Marcou apenas 24 com a camisa cruzmaltina. O mais marcante foi o da goleada de 5 a 1 sobre o Flamengo, na final da Taça Guanabara de 2000. Leandro Machado abriu o placar para o time rubro-negro e o então lateral-esquerdo empatou, emendando de primeira uma bola que bateu na trave. “Pela rivalidade, este gol foi importante”.

Curiosamente, entre as 299 partidas pelo Vasco, a que mais o marcou foi a derrota para o Real Madrid, na final do Mundial de Clubes, em 1998: 2 a 1. “Foi um jogo que nós perdemos, mas nós, particularmente, fomos superiores. Eu fiz uma ótima partida. Acho que foi meu melhor jogo”.
 

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