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Futebol
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Felipão versão 2011 permite lágrimas, apelo e saudade explícita

Técnico se emocionou na antevéspera do clássico, fez apelo por paz na política e pelo retorno da família

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

É difícil imaginar Felipão com lágrima nos olhos, mas o treinador palmeirense se emocionou na antevéspera do clássico contra o Corinthians. O jogo será realizado neste domingo, 17h (horário de Brasília), no estádio do Pacaembu, e pode ratificar o bom início de temporada palmeirense, que por enquanto não perdeu – cinco vitórias e um empate.

A emoção do técnico não foi apenas porque completa 300 jogos comandando o Palmeiras. Felipão está sozinho em São Paulo, sua família continua morando em Portugal, e ele fez até um apelo para que algumas universidades paulistanas o recebam para que apresente o currículo do filho. Fabrício quer estudar no Brasil, para ficar perto do pai.

“Preciso da minha família aqui, senão, talvez vá embora até mais cedo”, admitiu, meio em tom de brincadeira, meio falando sério. Felipão tem contrato com o Palmeiras até dezembro de 2012, e é improvável que saia por este motivo. Mas ver emotivo um sujeito que sempre teve fama de durão, mostra que talvez não esteja feliz no trabalho? Errado.

Gazeta Press
Felipão preparou o time para enfrentar o Corinthians pelo Paulista
“Não tem uma pessoa mais feliz fazendo o seu trabalho nesse mundo do que eu. Estou motivado no Palmeiras, sim, apesar de minha família longe. O problema é que nos seis primeiros meses aqui eu precisava acertar a casa, ver como o clube estava. Agora já dá para falar que esse time aí que vai a campo é um pouco meu”, comentou.

Max Santos, o Pardalzinho, ganhou elogios emotivos do chefe, mostrando que a postura de durão que cobra sem piedade está mudando. “É um rapaz humilde. Quem o viu encontrando o Denílson (ex-atacante da Seleção e do Palmeiras), chorando, mostra o caráter de um garoto desses. Se eu não ajudar alguém assim a se dar bem no futebol, vou ajudar quem?”, disse.

Antes e depois dos treinos, ele tem dado atenção especial ao jogador, contratado do Vila Nova, trabalhando fundamentos. Fã de Denílson, Pardalzinho, apelido abolido no Palmeiras, chorou bastante ao encontrá-lo em matéria da "TV Bandeirantes". “Ele tem a humildade de saber ouvir e ver que precisa aprender. E tem potencial”, falou Felipão.

Política
No melhor estilo paz e amor, Scolari fez até um apelo: para que as forças políticas do Palmeiras se acertem. No final de janeiro, a oposição voltou à presidência com Arnaldo Tirone. Se cogitou até uma saída de Felipão, contratado por Luiz Gonzaga Belluzzo com alto salário, mas antes mesmo do pleito o treinador já conversava com o possível vencedor.

“Todo dia eu leio no jornal que fulano não gosta de sicrano, que a situação da oposição brigou com a oposição da situação. Tem que parar com isso. Tem que todo mundo se unir para que o Palmeiras volte a vencer, volte a ser campeão. É um pedido”, disse o treinador.

Neste domingo, no banco de reservas do Pacaembu, Felipão vai disparar palavrões, vai brigar com seus jogadores, se bobear até com adversários e torcedores. É o seu estilo. Mas a versão 2011 já permite alguma emoção, olhos marejados em entrevista.
 

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