Treinador diz que relação com Frizzo é profissional, diz que não deixará clube e defende jogadores

Luiz Felipe Scolari tentou encerrar a polêmica que envolve seu nome o do vice-presidente de futebol do Palmeiras, Roberto Frizzo, e do treinador Paulo César Carpegiani. Ele afirmou que nada o tira do clube, disse que tem uma relação profissional com seu diretor e ainda explicou que conversou com seu amigo de mais de 30 anos, Carpegiani, sobre o assunto.

Felipão manteve o tom de mistério do comunicado oficial e preferiu não revelar quem é o dirigente que o quer ver fora do clube. Ele também disse que pretende cumprir seu contrato até dezembro de 2012 e que fez muitos planejamentos para largar tudo agora.

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Além disso, Luiz Felipe Scolari usou a coletiva de imprensa para defender Valdivia do cartão amarelo e para reforçar as críticas feitas por Frizzo à arbitragem da partida.

Confira as principais respostas de Luiz Felipe Scolari:

Notícia envolvendo Paulo César Carpegiani

"Não tenho versão, nem nada sobre isso. Eu conversei com o Carpegiani, como dois amigos desde 1975. Amigos que tem convivência de família e tudo mais. Assim como foi colocado o nome do Carpegiani, a semana que vem vai ser colocado o nome do Pedro. Porque sempre tem um problema dentro do Palmeiras que não nos permite ter tranquilidade. Tenho certeza absoluta de que o Carpegiani jamais foi contactado. Alguém faz qualquer coisa, usa o nome e aí pronto".



Quem é seu inimigo no Palmeiras?

"Tenho meus inimigos, conheço, mas não preciso revelar nem nada. Eu sei como é que tenho que trabalhar, e provavelmente, até o fim de 2012, que é o tempo que tenho de contrato, ainda vou ver uma ou outra coisa diferente do que imaginava. Acabei de conversar com Tirone há dois minutos e vamos seguir em frente, tocar a meta, com um ou outro tropeço, fazendo modificaçõoes que sejam feitas para atingir o objetivo"

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Como é a sua relação com Roberto Frizzo?

"Esses boatos não vão mudar nem a relação com Tirone, nem com o Frizzo, nem com jogadores. Não vai mudar nada o ambiente que eu tenho dentro do Palmeiras, com o grupo, com as pessoas que eu trabalho. Isso tudo é muito bom. A minha relação com o Frizzo é normal: diretor para treinador. Muito normal, profissional, mas não tem amizade. É profissional. Já tivemos divergências, coisas normais de uma conversa entre diretor e treinador"

O que te tiraria do Palmeiras? Sua paciência vai até quando?

"Nada (me tira do Palmeiras). Eu fiz todo um planejamento, imaginei minha vida de trabalhar pelo Palmeiras, crescer em termos de campeonato e chegasse a um patamar. Mudei minha vida, minha rotina, transferi meu filho para cá. Eu estou organizado, posso garantir, sem falsa modéstia, que tenho dez propostas para sair por ano, mas não vou sair, não quero e nada me tira daqui. Só me dá uma mágoa é ver que as coisas seriam tão fáceis de fazer e ai não seguem. E pelo que eu estou vendo, agora, principalmente nos últimos 30 dias, junto ao presidente, eu tenho absoluta certeza que estão encaminhando para uma situação que é correta e ideal. Devagar, a gente vai atingindo algumas coisas, alguns objetivos que antes eram um pouco difícil. Não tenho porque sair, não vou sair e pronto".

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O Valdivia forçou o cartão amarelo? Ele foi irresponsável?

"Vocês ainda vão culpar o Valdivia? Vocês não podem ser cegos, mas eu posso. Eu não posso falar e nem devo o esquema que foi armado. Além de 720 dias, vou pegar outros dois milhões e 300 poucos dias. Mas vocês viram tudo. Agora que passem isso para fora. Valdivia recebeu a falta, o jogador era para ser expulso e ainda ele foi lá e fez o gol com um metro de impedimento"

Você quer contar com Ricardo Bueno, atacante do Atlético-MG?

"Veja bem: quando a gente vive futebol, mais ou menos imagina algumas situações futuras. Eu tenho Kleber e Dinei só. E agora tenho Dinei fora por 30 dias. Eu imaginei que poderia trazer um jogador que preencheria uma lacuna. Mas ele ainda pode chegar. Por situações que fogem ao nosso controle e que possivelmente serão definidas por parte do Atlético-MG com esse jogador, coisa e tal, ele não veio. Por enquanto, é uma situação que evoluiu. Queria ter o Ricardo desde o ano passado. E acho que ainda posso ter o jogador, porque as partes devem se acertar e aí ele poderá vir para o Palmerias. Por enquanto não foi troca, foi só ceder".

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