Técnico saiu do sério com atraso do atacante no treino de sábado; punição deve ser definida nesta segunda

Luiz Felipe Scolari já não deve mais se opor ao uso de Adriano Michael Jackson como moeda de troca. O atacante deixou o time titular neste domingo e até entrou em campo no fim do empate com o Cruzeiro , mas tirou o técnico do sério por ter se atrasado no treino desse sábado. A exigência é por punição.

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"Meu limite já está esgotado. Passei à direção o que devem fazer. Não vou mais me meter em assuntos dessa ordem, como já disse. Eles que decidam no sentido de punição ou não. Só vou fazer meu trabalho de campo", declarou Felipão nos vestiários da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG).

nullO vice-presidente de futebol do clube, Roberto Frizzo, pede calma antes de definir o que fazer com o jogador. "Vamos conversar amanhã [segunda-feira]. Agora ainda estamos na adrenalina do jogo. Depois teremos tempo para conversar e encontrar um denominador comum", disse o dirigente, que está voltando de Minas Gerais com a delegação.

De acordo com Scolari, Adriano, que não marca gol desde março, já foi advertido três vezes por perder o horário de apresentação. Na terça-feira de Carnaval, por exemplo, o atleta foi o último a chegar para ouvir uma bronca do chefe diante de todo o elenco antes do treinamento, pedindo fim de festas e má vontade.

Como não tem muitas opções, o treinador deve continuar usando o atacante enquanto ele estiver no elenco. Por enquanto, só o Bahia manifestou publicamente o interesse no jogador, destaque na campanha do acesso da equipe de Salvador na Série B do ano passado. Mas a ideia do Palmeiras é trocá-lo com um clube que tenha outro ou outros atletas que interessem a Felipão.

"Não acabou a minha paciência, tanto que o trouxe aqui. Mas outros jogadores também trabalham diariamente e se apresentam todos os dias. Não sei se é punir o clube, mas depois de três advertências a gente tem que ter um pouquinho de cuidado. Vamos primar pela obediência a todo grupo. Um jogador não pode ter atitudes que não condizem com aquilo que consideramos correto", reforçou Scolari.

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