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Felipão ironiza o caso Ronaldinho e critica Assis e "anjinhos"

Técnico compara novela de jogador com "Passione", cutuca agente e faz críticas veladas a Andrés Sanchez

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Luiz Felipe Scolari usou de ironia e bom humor para falar sobre o fim das negociações do Palmeiras com Ronaldinho Gaúcho. O treinador comparou os capítulos palmeirenses com a novela “Passione”, criticou o empresário Roberto de Assis e usou a situação para fazer uma insinuação para dirigentes de outros clubes que “jogam coisas no ar”, em referência clara a Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, último time a tentar a contratação do meia.

“Isso daqui foi que nem a novela Passione. Mata, volta, ressuscita, é a mesma coisa da novela. Tem até italiano no meio, é a mesma coisa. E ainda ninguém sabe o que vai acontecer. Achei correto tudo isso que o Palmeiras fez de desistir da negociação por causa de coisas absurdas que aconteceram”, disse o treinador, que completou.

“Hoje, no Brasil, 99,99% virou piada. Se tem 99,99% é melhor ficar com pé atrás. Se tem 0,1% de chance, é para ficar animado”, explicou. “Mas estamos indo atrás de outros nomes. Já anunciamos Maikon Leite, depois dos presidentes conversarem, fazerem de maneira correta. Diferente de outros dirigentes, que são mais perspicazes e jogam coisas no ar e depois falarem que não estão envolvidos”, cutucou.

Perguntado se a afirmação era uma indireta para Andrés Sanchez, o pentacampeão foi, mais uma vez, irônico.

“Nem sei quem é, não tenho amizade. Isso é um recado para todos os presidentes, para que todos sejam honestos, não só na frente, mas nas costas também. É muito bonito passar de anjinho”, disse.

Assim como já fizeram os presidentes de Grêmio e Palmeiras, Felipão também criticou Roberto de Assis pelo modo como o irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho conduziu as negociações. Ele relatou que recebeu a informação de que o jogador estaria fechado ainda no dia 02 de janeiro e que ele chegou até a fazer festa com seu filho Fabrício.

“Quem não cumpriu com a palavra foi o Assis. Estava em Gramado passando as festas de fim de ano e me ligaram para dizer que estava tudo fechado. Eu até comemorei com meu filho. Eu disse: ‘Filho, tenho uma ótima notícia’. E aí ele comemorou e tudo mais. Mas no mesmo dia que me falaram isso, durante a noite, já tinha outra coisa. Se você quer vender o copo d’água por mil e eu ofereço mil você precisa vender. Tem algumas situações que não precisavam acontecer assim e ainda vão repercutir. Mas agora é esquecer isso”, concluiu.

A atuação de Assis, no entanto, não surpreendeu Felipão. Apesar de chegar até a comemorar a chegada de Gaúcho, o treinador explicou que a experiência que ele adquiriu nesses tempos o preparou para esse tipo de desfecho.

“Fui chamado a casa do nosso presidente, do Belluzzo, sentei a mesa, com Galeano, Belluzzo e as pessoas que lá estavam. Dei minha opinião. Meia hora depois, expliquei tudo o que eu tenho de vivência e como é que deveria conduzir, onde era a ponta do iceberg e dei tchau. Não quero saber de mais nada. Depois, há uma semana, eu conversei com Ronaldinho e falei que queria ver a felicidade do jogador. Aí, de ontem para hoje, surge história do Milan, disso daquilo, coisa que eu tinha dito a 45 dias atrás”, disse, para depois emendar com uma leve crítica a diretoria.

“O Palmeiras foi correto demais. É muita correção. É muito cavalheiro, é ser muito correto com algumas coisas. E no futebol atualmente é muita coisa sem vergonha. O Palmeiras agiu correto, falou com o Milan, acertou com o Milan e deveria ter assinado o contrato na hora que falou em que estava tudo certo. Não adianta ficar discutindo aqui, o Palmeiras foi honesto, sério. Mas o resto é o resto. Um dia, provavelmente, vão aparecer algumas coisinhas vocês vão ver ali e aqui. Esperem”, decretou.

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