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Felipão diz que é escudo para briga política e rejeita ser ídolo

Treinador do Palmeiras diz que quer colocar jogadores em evidência e faz piadas com sua situação

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Com a crise política um pouco mais abafada por causa da vitória suada no Canindé, Luiz Felipe Scolari assumiu que precisa virar escudo no Palmeiras para evitar que as “fumaças” causadas pelas brigas internas não cheguem no seus jogadores. Ele explicou que muitas vezes prejudica a própria imagem para que o elenco não seja prejudicado.

“O que acontece muitas vezes e seguidamente é que eu tomo a frente de muitas coisas que poderiam atingir os jogadores e desvio tudo. Por isso, minha imagem aparece mais em confusões do que o normal, porque eu tiro o foco dos jogadores. Mas quando ofendem um, dois ou três, eu não deixo e vou brigar diretamente. No resto, acho que as baboseiras não influenciam meu time. Nos outros times é igual, mas não divulgam”, alertou Scolari.

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As constantes presenças em confusões, inclusive, prejudicaram a sua imagem junto à torcida. Antes tido como ídolo e intocável, o treinador já não é mais unanimidade e vê seu nome em alguns protestos que antes seriam inimagináveis. Alguns dizem que as manifestações têm tom meramente político, da ala que é contra Felipão. Outros afirmam que ele realmente está desgastado.

“Eu tenho dito e vou repetir: Não quero ser visto como ídolo ou alguma coisa. Quero ver que a torcida e as pessoas que gostam do Palmeiras e vejam a vontade, a dedicação. Quero que cobrem deles cada vez mais, mas até um determinado nível, que vão nos dar condições até determinado ponto. Eu sou sabedor disso e a cada dia recebo manifestações carinhosas dos que trabalham comigo. Esse tipo de coisa faz ver que minha participação atual e anterior são boas. Mas não quero ser ídolo, ídolo são os jogadores”, completou o treinador.

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Perguntado se a sua relação com o clube poderia estar desgastada justamente por ter se usado tantas vezes como um escudo, Felipão recorreu às metáforas para explicar que não pretende deixar o Palmeiras neste momento e dizer que as brigas são normais em qualquer casamento ou relação em todos os setores da vida.

Gazeta Press
Felipão faz gesto obsceno para torcedores do Palmeiras, em Florianópolis

“Se eu não estiver contente, digo para eles de alguma forma. Acho que é sempre melhor que seja cara a cara. Eu, o Palmeiras e minha equipe passam por dificuldades. Mas arrumamos e tomamos um rumo. Se não tiver esse rumo, tudo será desfeito e o contrato acaba, para que tudo siga em frente. O torcedor tem que entender que passamos por uma reformulação e algumas ocasiões financeiras estão melhorando. Quando eu indico um jovem da Série B e até C, todos têm que saber que as coisas podem não dar certo”, explicou o treinador.

“Mas o casamento é esse. Alguma briga sempre vai acontecer. Sou casado há 38 anos e a cada dia a gente se renova. Tem mais amor, mais carinho e não impede que eu brigue com ela. Levanta com uma mulher sem pintura para você ver o que é. É o demônio. E o Palmeiras às vezes acorda sem pintura, sem plástica e aí... Só com amor mesmo!”, brincou o treinador.

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