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Felipão blinda elenco de polêmicas e time mantém bom desempenho

Treinador do Palmeiras não para de encarar turbulências desde que voltou ao Palestra Itália

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

As palavras de Kleber exaltando Luiz Felipe Scolari destoaram do discurso do atacante, que destruiu Roberto Frizzo , vice-presidente de futebol do Palmeiras . No fim, o atacante deixou evidente a importância do treinador para que o time não sofra com as constantes crises que se instalam na Academia de Futebol. Nem mesmo uma goleada consegue afastar o fantasma que faz visitas semanais aos palmeirenses neste ano.

O fato é que o treinador tem conseguido deixar seu elenco blindado, sem se preocupar com tudo o que poderia tornar o ambiente insustentável no Palestra Itália. Kleber foi o primeiro a reconhecer isso, para depois Cicinho e Maikon Leite , outros dois atletas que deram entrevista nesta semana, complementarem o raciocínio. Nas preleções, o treinador faz com quem a única coisa que passe na cabeça dos jogadores seja os três pontos dentro de campo.

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“A gente (jogadores e Felipão) conversou antes do jogo. Vamos esquecer os problemas, esquecer o Kleber, que ele faz falta, mas temos que pensar que a gente precisa vencer os jogos. Precisamos vencer de qualquer jeito, porque se não a gente está ferrado e aí sim a crise aumenta. O Felipão sempre pede: Vamos fechar, que se a gente perder e ainda juntar com esses problemas, a torcida vai pegar no pé e a cobrança vai vir”, disse o lateral direito.

Gazeta Press
Felipão tem segurado a boca na hora de se meter nos problemas políticos do Palmeiras


Além dos problemas políticos, que são constantes e inumeráveis, o Palmeiras apresenta várias reviravoltas com os jogadores desde 2011. Valdivia já disparou contra a diretoria, teve problemas com o técnico, mas voltou a jogar normalmente. Luan e Márcio Araújo já foram muito contestados pelo torcedor, mas sempre tiveram suporte de Felipão e hoje não sofrem tanto com a pressão.

Maurício Ramos chegou a ser afastado e colocado como moeda de troca. Agora, ele já voltou a ser titular e ainda marcou dois gols nos últimos dois jogos. Kleber, então capitão e ídolo intocável, se envolveu em problemas com a diretoria e hoje tem a sua imagem não tão positiva com a maioria dos palmeirenses. Felipão ainda teve problema com a DIS, afastou Tinga, “esqueceu” de Vinícius, mas hoje já relaciona os dois de forma constante.

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Nada disso fez com que o clube entrasse em uma crise técnica. Foram apenas quatro derrotas na temporada inteira e um aproveitamento que ultrapassa os 70%. Maikon Leite, recém-chegado ao elenco, conta a receita.

“A única coisa que diretoria e Felipão falam é que é para focar jogo, nas vitórias. Eu estou bem à vontade aqui, vestindo a camisa tranquilo. O grupo me recebeu bem e ainda não perdi aqui. Vamos continuar assim”, explicou o camisa 7.

No meio das ofensas que soltava a Frizzo e a parte da diretoria, Kleber também elogiou Felipão. Ele pediu salário em dobro para o seu comandante por causa da função que o pentcampeão exerce no grupo. Vale destacar que o próprio atacante já teve problemas com seu comandante, criticando o excesso de críticas públicas.

“Falam que o Felipão ganha muito, mas ele deveria ganhar o dobro. Ele faz papel de treinador e cumpre coisas que deveriam ser da diretoria”, afirmou o camisa 30.

No início de sua segunda passagem, Felipão mostrou preocupações com essa ebulição política, que já prejudicou muito seus antecessores, como Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho. Hoje, ele diz trabalhar em silêncio. Evita declarações polêmicas na imprensa e tenta afastar os conselheiros que considera prejudicial para o ambiente palmeirense.

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