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Felipão ataca empresários: "Corte de Tinga não foi coincidência"

Técnico do Palmeiras se irrita com interferência da DIS em atletas e promete brigar até o fim pelo clube

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Felipão falou pela primeira vez sobre o afastamento do volante  Tinga . O jogador ficou fora até mesmo do banco de reservas do Palmeiras no jogo contra o Atlético-PR e também do time titular do último coletivo. O treinador deixou claro que está incomodado com a forte influência exercida pelo grupo DIS sobre alguns jogadores e que brigará até o último minuto para defender os interesses do Palmeiras .

Primeiro, o treinador foi breve. “Não é coincidência. Eles que pensem o que quiserem. Mas não é coincidência”, disse ele, referindo-se ao afastamento de Tinga.

“Os jogadores não estão sendo prejudicados. Quando eu trabalho no dia-a-dia, me dedico, passo informações e faço tudo para o crescimento dos jogadores. Quando recebem informações e isso não condiz com o que tem sido feito, não dou informação alguma. Eu decido quem vai para a base ou não, e também quem vai jogar. Em alguns clubes, eles (jogadores de empresários) já não entram. E pode ser que aqui as portas possam fechar. Não gosto de brigar, mas quando eu entro na briga...”, exclamou o pentacampeão.

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Gazeta Press
Tinga, meio-campista do Palmeiras
Outros dois jogadores envolvidos na confusão são Vinícius e Gabriel Silva . O primeiro, aliás, foi motivo da primeira explosão do treinador. Na semana passada, ele afirmou que a interferência de empresários na carreira e até na hora de pressionar por uma renovação de contrato com salários maiores só prejudicaria o atacante.

Nesta sexta-feira, ele voltou a falar sobre o assunto, não descartou que o atleta vá para o Palmeiras B e disse que só voltará a relacioná-lo quando achar que o atleta será bom para o futuro do clube.

“Ele (Vinícius) é um bom menino. Mas daqui a um ano, um ano e pouco, o contrato acaba. A direção já vem há três, quatro meses procurando renovar. E não é do interesse. Então eu tenho que trabalhar com outros meninos que vão ter utilidade ao Palmeiras no futuro. E não utilidade para uma empresa. Acho que o Palmeiras tem que investir no pessoal que está aqui há muito tempo, mas precisa ter retorno. Não pode ter roubo ou agiotagem, isso que está acontecendo. Tem que ter leis que valorizem o clube e não os empresários. Ele é um bom menino, mas aconteceram coisas que mudaram a sua cabeça”, desabafou.

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Felipão também criticou a Lei Pelé e disse que a legislação deixa todos os clubes com risco de ver seus bons jogadores saindo de graça, sempre com a influência dos empresários. Para ele, “os clubes estão mortos”.

“Se o jogador tiver cabeça, (o empresário) não atrapalha. Temos conversado e o menino tem entendido a situação do Palmeiras. O clube gasta há mais de seis anos com ele e não é porque alguém chega com um carro que vai prejudicar o time. Palmeiras e comissão técnica podem conversar com todos, desde que seja bem conversado", afirmou.

Felipão disse que espera reconhecimento pelo zelo que tem pelo clube. "O que não vão poder falar é que eu não cuidei dos bens do Palmeiras. Cuido como se fosse minha casa, e o Vinícius é um bem do Palmeiras. Existe agora uma agiotagem, um roubo que no futebol brasileiro está demais. Vou trabalhar para o Palmeiras se quiserem. Quando for para ajudar os grupos que nos cedem atletas, podem ter certeza que também vou fazer. Vieram alguns senhores que assistiram aos treinos e viram os garotos que foram apresentados como jogadores do Palmeiras, não de grupos”, finalizou.

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