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Federação de Portugal aprova estatutos e evita punições da Fifa

Entidade máxima do futebol mundial tinha dado ultimato a portugueses para atualizarem seu regimento

EFE |

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aprovou neste sábado modificações em seus estatutos para adequá-los às normas da Fifa, entidade que tinha ameaçado vetar a seleção e os clubes do país de todas as competições internacionais caso as alterações não fossem realizadas.

Após três tentativas fracassadas, a última em janeiro, a Assembleia Geral da organização que controla o futebol português aceitou a proposta com o 80,8% dos votos a favor, seis pontos percentuais a mais que o necessário para que fosse aprovada.

A modificação estatutária foi levada a votação a pedido da direção da entidade portuguesa, que pediu senso de responsabilidade a seus associados diante do risco de punições por parte da Fifa. O que a princípio era uma mera questão burocrática se transformou em um assunto de interesse nacional, dada a importância do futebol no país. Em abril de 2010, o governo português interviu no caso e temporariamente retirou a condição de "Instituição de Utilidade Pública" da FPF.

A obrigatoriedade de contar com mais de 75 % dos votos da Assembleia dificultou a adequação do regulamento, que era rejeitada por boa parte das associações futebolísticas regionais e distritais que integram a Federação Portuguesa, reticentes em perder sua parcela de poder.

Essas entidades detinham até agora 50 % dos direitos de voto, enquanto a Liga Portuguesa de Futebol controlava 20 %. O sindicato de jogadores tinha 10 %, e os 20% restantes eram repartidos pelas associações de treinadores, árbitros, dirigentes de futebol, médicos, enfermeiros e massagistas.

A mudança do voto das associações de Castelo Branco, Coimbra, Évora e Portalegre, assim como a abstenção da de Braga, permitiu a aprovação das reformas nos estatutos da FPF ao Regime Jurídico das Federações Esportivas e às normas da Uefa e da Fifa, em vigor desde 31 de dezembro de 2008.

O acordo alcançado neste sábado permitirá à Federação Portuguesa convocar eleições presidenciais, que foram adiadas em fevereiro justamente por conta das mudanças estatutárias.

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