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Futebol
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Falta de taças expõe diferença de gestão entre Palmeiras e rivais

Outros 11 clubes grandes do Brasil já conquistaram mais que o time do Palestra Itália neste século

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Completando 12 anos da sua última grande conquista, o Palmeiras começa a se distanciar dos outros 11 clubes que, ao seu lado, são considerados grandes. Sem conseguir achar um rumo certo desde a saída da Parmalat, o time do Palestra Itália bate a cabeça muitas vezes na hora de gerir o futebol e fica apenas perto de conquistar alguma coisa que ultrapasse os limites do Estado de São Paulo.

Com a conquista de apenas um Estadual neste século, o Palmeiras fica atrás de times que vinham sofrendo até com uma estabilidade na Série A, como Atlético-MG e Botafogo , que somam duas taças dentro de seu Estado. O Vasco era outro que estava no mesmo patamar, mas subiu um degrau a mais ao conquistar a Copa do Brasil, há quase duas semanas.

A diferença do time de São Januário, por exemplo, pode ser explicada pela presença de um profissional remunerado no futebol. A contratação de Rodrigo Caetano como diretor-executivo dá sinais de que Roberto Dinamite pensa em levar o seu clube em outra direção. Com a disputa da Libertadores em 2012, o cenário só deve melhorar.

O Fluminense só não segue o mesmo caminho por causa do investimento do patrocinador. Com um grande aval da Unimed, o time das Laranjeiras, que chegou a correr risco de rebaixamento no início do século, soma duas conquistas de Estaduais, uma Copa do Brasil e também um Brasileirão. No ano passado, tirou Muricy Ramalho até da seleção e conseguiu voltar a ser o melhor do país.

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O Corinthians , por exemplo, é outro que cresceu bastante com dois suportes financeiros que vieram de origens diferentes. Em 2005, venceu o Brasileirão após uma parceria cheia de dinheiro com a MSI e levantou a taça do polêmico Nacional naquele ano, que contou com remarcação de vários jogos. Pouco antes, já havia conquistado dois Estaduais e uma Copa do Brasil.

Em 2009, quando venceu o Paulistão e a Copa do Brasil, o time contou com o boom financeiro oriundo da chegada de Ronaldo. O camisa 9 mudou o astral no Parque São Jorge e ainda encheu o caixa corintiano de dinheiro, dando aval para Andrés Sanchez acreditar em contratações mais caras. O fim do sonho da Libertadores e um centenário frustrado, culminaram na saída do grande astro, que se aposentou, e deixa o Corinthians órfão de seus desdobramentos.

  2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Palmeiras
              SP      
Atlético-MG             MG     MG  
Botafogo           RJ       RJ  
Vasco     RJ               CB
Grêmio CB+RS         RS RS     RS  
Fluminense   RJ     RJ   CB     BR  
Flamengo RJ     RJ   CB RJ RJ BR+RJ   RJ
Cruzeiro   MG CR+CB+MG MG   MG   MG MG   MG
Corinthians SP CB SP   BR       CB+SP    
Santos   BR   BR   SP SP     CB+SP SP
São Paulo         SP+LIB+MUN BR BR BR      
Internacional   RS RS RS RS LIB+MUN   RS RS LIB RS

*CB = Copa do Brasil, LIB = Libertadores, MUN = Mundial, BR = Brasileirão e siglas de Estaduais (SP, RJ, MG e RS)

Outros dois paulistas que conquistaram mais do que o Palmeiras foram Santos e São Paulo . O primeiro contou com a geração de ouro, apostando na base que revelou Robinho e Diego. Em 2002 e 2004, o time, que ainda contou com Elano em grande fase, foi campeão do Brasileiro encantando o país. Mesmo exemplo atualmente, contando com a dupla Neymar e Ganso. Já o time do Morumbi, além de ter um bom resultado das categorias de baixo, também pode contar com o apoio financeiro do seu estádio, palco de grandes shows e origem de um superávit no futebol.

Por isso, foi campeão Estadual e da Libertadores em 2005, para depois ter um triplete fantástico, conquistando os Brasileiros entre 2006 e 2008. O torneio intercontinental também foi prêmio de uma reformulação para o Internacional . O time gaúcho conquistou até o mundo depois de acreditar na sua base e aliar a força do seu torcedor para se recuperar. Dando direito a voto para presidente, o time conseguiu um boom de associados, via seu estádio sempre cheio e a sala de troféus seguindo o mesmo caminho. Desde 2001, foram duas Libertadores, um Mundial e sete Estaduais.

Enquanto isso, o Palmeiras segue com problemas na sua categoria de base, sem revelar grandes atletas. O último que ainda não virou craque é Patrik, que sofre com a pressão interna por falta de títulos. O time chegou a ameaçar uma mudança de rumo após a queda para Série B, achou Vagner Love entre seus garotos, mas viu a reação mudar pouco, especialmente após a pouca insistência para segurar o atacante no Brasil, hoje ídolo no CSKA de Moscou.

Em 2009, bateu na trave do Brasileirão. Oscilou bastante com as mudanças de técnico em sequência, diferente do São Paulo, por exemplo, que bancou Muricy Ramalho a todo custo. No Palestra Itália, inclusive, a demissão de Vanderlei Luxemburgo foi o início do processo, que ainda fez vítimas como Jorginho, Jorge Parraga, Antônio Carlos e até mesmo Muricy Ramalho, que não resistiu após deixar a taça que parecia certa em 2009 e ao fraco início do Paulistão.

Com a declarada falta de apoio do então diretor de futebol, Gilberto Cipullo, o então tricampeão Brasileiro deixou a Academia para voltar a brilhar nas Laranjeiras, e agora na Vila Belmiro.

Em 2011, o Palmeiras segue balançando por causa de outro problema muito freqüente. Sua política interna, que muitas vezes tem o ódio como norteador. Briga nos bastidores entre conselheiros, procura excessiva por problemas nas gestão anterior, entrevistas polêmicas de jogadores e até do presidente são alguns exemplos que minam o estável time de Luiz Felipe Scolari. Pelo menos até agora, o pentacampeão supera as críticas pelo seu alto salário com apenas três derrotas em mais de 30 jogos na temporada. Pelo menos por enquanto.

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