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Futebol
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Falta de fair play termina em pancadaria no interior paulista

Jogador não devolveu bola para o adversário e ainda marcou gol. Partida terminou com diversos expulsos

Francisco De Laurentiis, especial para o iG em Guariba-SP |

Francisco De Laurentiis
A confusão tomou conta do gramado após gol e falta de fair play
Quem deixou de lado o jogo da seleção brasileira para ir ao estádio Domingos Baldan, em Guariba (cerca de 335km de São Paulo), assistir ao jogo do time da casa contra o Capivariano, certamente não esperava tanta emoção. Não que a vitória dos visitantes por 2 a 1, válida pela Série B Paulista (quarta divisão), tenha sido um show de bola, mas ninguém imaginava que o clube de Capivari tivesse que sair escoltado pela polícia após várias confusões durante a peleja.

O lance que causou tudo o furor lembrou o do atacante Kleber, do Palmeiras, em jogo recente contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro. Após o lateral Dener, do Guariba, tocar pela lateral para atendimento médico de um jogador de seu time, o Capivariano repôs a bola rapidamente sem devolvê-la ao adversário, desrespeitando o fair play. Alamir aproveitou que a zaga guaribense ficou parada e mandou para o gol, abrindo 2 a 0 no placar.

Era o que faltava para o árbitro Robinson José de Góes perder o controle da partida. Revoltados, os jogadores do Guariba partiram para a briga contra os atletas do Capivariano. Ninguém ficou de fora: técnicos trocaram sopapos, massagistas tentavam apartar, reservas partiam para a voadora e até um repórter teve o microfone quebrado. Rogério Delgado, treinador da equipe da casa, pedia para que os visitante deixassem seu time fazer um gol, o que não aconteceu.

Após longa pausa e a entrada da polícia em campo, o árbitro expulsou dois de cada lado e vários atletas que estavam nos bancos de reserva. Mas cinco minutos depois do reinício do jogo, Robinson José de Góes deu mais um vermelho para o Capivariano, deixando a equipe visitante com oito em campo. Para piorar a situação dos visitantes, ainda marcou um pênalti logo depois. O Guariba descontou, mas o time de Capivari foi valente e segurou a vitória.

Já nos vestiários, a revolta continuava. A comissão técnica e os jogadores da equipe capivariana alegavam que Alamir não ouviu as instruções de seu técnico para devolver a bola. Já o time da casa não cansava de fazer acusações, mas preferia pensar no próximo jogo, contra o Bandeirante de Birigüi, também em casa, neste domingo.

“Fomos roubados, mas o futebol dá voltas. Temos condições de ganhar do time deles fora”, disse o atacante Naldinho, um dos expulsos pelo lado do Guariba após a confusão . “Foi deselegante, eles tinham que ter devolvido a bola. Mas ainda temos quatro jogos para buscar a classificação”, afirmou o técnico Rogério Delgado, que se desentendeu com um repórter no meio da confusão e deu um tapa no microfone que o profissional de imprensa insistia em encostar no seu nariz.

Do lado do Capivariano, o experiente Ivanzinho disse que o árbitro inventou o pênalti para compensar o gol marcado na falta de fair play. “Quero jogar mais uns dois anos e aposentar logo, para não ver mais isso no futebol”, reclamou. O camisa 10 jogou bem e era um dos poucos que conseguia segurar a bola quando seu time tentava segurar o placar com apenas oito em campo. Também sobraram reclamações sobre a arbitragem. O zagueiro Lucas afirmava que havia sido expulso por engano. '”Era pra expulsar o (camisa) 13, mas ele se enganou e me mostrou o vermelho, sendo que eu era o (camisa) 3”, lembrava, aos risos.

Depois de esperarem no vestiário enquanto os ânimos esfriavam, os jogadores do time visitante passaram por um cordão de policiais entraram no ônibus que os levou de volta para Capivari. Duas viaturas tiveram que escoltar o veículo para que pudesse sair em segurança, driblando os torcedores do Guariba que insistiam em xingar os adversários. O nível pode não ter sido alto quanto a derrota do Brasil em Stuttgart, mas adrenalina, ao menos, não faltou.

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