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Falcão ganha time mais maduro, e clube confia em melhor trabalho

Novo treinador do Inter sonha em ganhar a Liberatdores. Relembre o contexto e o time que ele tinha em 1993

Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre |

O histórico de Paulo Roberto Falcão como técnico não é animador. Uma passagem sem títulos pela seleção brasileira, e da mesma forma no Inter e na seleção do Japão. Apenas no América do México conseguiu levantar taças. Uma Copa dos Campeões da Concacaf e uma Copa Interamericana. Mas não há nem como comparar as duas oportunidades que teve no Inter. Em 1993 pegou um time de poucas aspirações, em 2011 um plantel que tem tudo para triunfar.

Falcão comandou o time do Inter no segundo semestre de 1993. A campanha no brasileirão foi bem discreta. Cinco vitórias, quatro empates, e cinco derrotas. A 5ª colocação em um grupo de 8 clubes culminou na eliminação na primeira fase. Corinthians, São Paulo e Flamengo se classificaram. O Inter do início dos anos 90 tinha resultados medíocres, fraco investimento nas categorias de base, e um status de gigante adormecido no futebol brasileiro, pois os últimos grandes resultados haviam sido na década de 70, quando Falcão ainda era jogador.

Em 1993, antes de Falcão assumir, o time só fez fiasco. Perdeu o Gauchão, antes da rodada final, ficando 5 pontos atrás do Grêmio no octogonal final. Na Libertadores, outra campanha pífia, a pior da história do clube: seis jogos, nenhuma vitória, 3 pontos conquistados. Lanterna do grupo com Flamengo, Atlético Nacional-COL e América de Cali-COL. Pela Copa do Brasil, um resultado de esquecer: eliminação para o Londrina logo na segunda rodada.

Falcão chegou no segundo semestre, após todos esses resultados. Teve como meta o Brasileirão. O time foi competitivo na estreia. Segurou o empate de 2 a 2 com o São Paulo, fora de casa, até os 45 minutos do segundo tempo. O lateral-direito Jura acabou dando a vitória para os paulistas (que eram os atuais bicampeões da Libertadores). A primeira vitória foi logo na segunda rodada: 1 a 0 no Botafogo. O time de Falcão passaria as 14 rodadas do campeonato sem perder no Beira-Rio, não o suficiente para chegar na fase seguinte.

Agora em 2011, Falcão chega ao Inter em um contexto diferente. Está a frente de um clube bicampeão da América, campeão do Mundo e, acima de tudo, um grupo bem montado. Ele já disse que sonha em ganhar a Libertadores. Será a primeira vez que encara essa competição na nova função. Como jogador, bateu na trave em 1980, foi vice-campeão.

Falcão estreia na competição sul-americana com um jogo decisivo. Terça-feira, dia 19, o Inter receberá o Emelec precisando de um empate. Antes disso, o time encara o Santa Cruz, no sábado, 18h30, pelo Gauchão. Dirigentes e torcida esperam que o trabalho de Falcão seja melhor. Ferramenta para isso ele terá.
 

Gazeta Press
Time em partida do Brasileirão 93. Em pé: Fernandez, Daniel Frasson, Mazinho Oliveira, Ricardo, Argel e Adílson. Abaixados: Djair, Bobô, Paulinho Mclaren, Caíco, e Élson

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