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Fábio segue a tradição de goleiros do Cruzeiro 'injustiçados'

Apesar da boa fase, goleiro segue sem chances na seleção brasileira, o que não é novidade na Toca da Raposa

Frederico Machado, iG Belo Horizonte |

O goleiro Fábio está em sua oitava temporada consecutiva pelo Cruzeiro e vive grande momento. O clamor da torcida para ver seu ídolo na seleção brasileira aumenta a cada rodada, mas as chances são escassas no time de Mano Menezes. E isso não é uma novidade na Toca da Raposa II. O clube mineiro tem tradição de "goleiros injustiçados" na seleção.

Veja também: Mancini cobra postura dos juízes com faltas violentas em Montillo

Fábio começou a temporada 2012 voando, mais magro depois de pré-temporada intensa. O goleiro alcançou seu recorde de maior tempo sem levar gols: foram cinco jogos invicto, sequência quebrada pelo atacante Alessandro, do América-MG.

CBF/Divulgação
Fábio (dir.) voltou à seleção com Mano Menezes, mas nunca foi titular
Depois do clássico na última rodada do Mineiro, o técnico Vágner Mancini mandou um recado para o técnico Mano Menezes. "Eu gostaria que ele voltasse à seleção. Vive excelente momento não só técnico, mas físico também. O Fábio é um cara que está ali, nós sabemos que na hora que nossa equipe é atacada ele se agiganta na frente dos adversários", destacou o treinador cruzeirense.

No início do mês, Fábio disse que representar o país ainda é uma ambição em sua carreira e aproveitou para alfinetar o técnico Mano Menezes. "Pensar (em seleção) somente não adianta, a gente tem de trabalhar. E não adianta também só trabalhar, tem de ser convocado. Os caras tem que te dar oportunidade não só de ser convocado, mas também de jogar. São vários fatores que, infelizmente, acontecem na seleção, que alguns têm oportunidade e não aproveitam. Outros não têm a oportunidade de mostrarem na seleção", reclamou o capitão do Cruzeiro.

No total, Fábio já foi convocado 18 vezes para a seleção brasileira. Na "era Mano Menezes" voltou a receber uma chance depois de cinco anos, estando presente na lista dos amistosos contra Holanda e Romênia no ano passado. Nos dois jogos, ficou apenas no banco de reservas. Desde quando chegou ao Cruzeiro em 2005, nunca foi titular da seleção brasileira.

Vippcom
Raul brilhou pelo Cruzeiro, mas chances na seleção vieram no Flamengo
Outros injustiçados
A situação de Fábio não é a primeira na história do Cruzeiro. Mesmo vivendo ótimos momentos no clube mineiro, Raul Plassmann, Dida e Gomes tiveram poucas chances pela seleção. Plassmann acredita que a justificativa para isso está na maior visibilidade para clubes do eixo Rio-São Paulo.

"Eu passei por isso no Cruzeiro. Vivi um grande momento, ganhei títulos de expressão como a Taça Brasil de 1966 e a Libertadores de 1976 e tinha poucas chances, pois os goleiros convocados eram o Félix, do Fluminense, e o Leão, do Palmeiras. Assim que fui para o Flamengo passei a ter mais chances na seleção. A visibilidade aumenta em certos times", explica Raul Plassmann.

Dida foi um dos principais nomes do Cruzeiro na década de 90, também ganhando títulos importantes como a Copa do Brasil de 1996 e a Libertadores de 1997. Todavia, o goleiro só conquistou seu espaço como titular da seleção depois de passar pelo Corinthians e Milan, da Itália. Já Gomes foi o goleiro da Tríplice Coroa em 2003 (Copa do Brasil, Brasileirão e Campeonato Mineiro) e só vestiu a camisa da seleção cinco vezes quando defendeu o Cruzeiro.

Entre para a torcida virtual do Cruzeiro e comente a sina dos goleiros injustiçados

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