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Ex-presidente, Teixeira questiona venda de porcentagem de Neymar

Atacante do Santos teve os 5% dos seus direitos vendidos por R$ 3,5 milhões, valor inferior se calculado em cima da antiga multa rescisória

Gazeta Esportiva |

O ex-presidente do Santos, Marcelo Teixeira, resolveu se manifestar através do seu blog pessoal sobre os últimos atos da direção atual do clube, mais especificamente no que diz respeito à venda de 5% dos direitos econômicos de Neymar. O antigo mandatário questionou a ação da cúpula santista, que negociou esse percentual com a Teisa (Terceira Estrela Investimentos S.A), composta por assessores e conselheiros licenciados ligados ao presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro.

Neymar teve os 5% dos seus direitos vendidos por R$ 3,5 milhões, valor inferior se calculado em cima da antiga multa rescisória, que era de 35 milhões de euros (R$ 78,3 millhões). O valor ideal seria, no caso, de R$ 3,9 milhões. Mas, com o aumento da multa rescisória para 45 milhões de euros (R$ 101 milhões), a partir desse mês, o preço dessa porcentagem negociado com a Teisa saltaria para R$ 5 milhões, fato bastante questionado por Teixeira.

"A atual diretoria confirma que negociou 5% dos direitos federativos do clube com a empresa Terceira Estrela Investimentos por apenas 1,5 milhão de euros (R$ 3,5 milhões), um dia antes do preço de Neymar valorizar 22,3%, devido à renovação contratual e a elevação da multa de 35 milhões para 45 milhões de euros. Os santistas que adquiriram o percentual dos direitos do Neymar sabiam que no dia seguinte à aquisição ocorreria o aumento da cláusula penal do contrato do mesmo e, consequentemente, o investimento estaria valorizado", comentou.

Marcelo Teixeira também rebateu as críticas feitas por Luis Álvaro à parceria que era feita durante a sua gestão, com o grupo DIS, adquiriu percentuais de algumas promessas das categorias de base do clube - casos dos meias Wesley e Paulo Henrique e do centroavante André. O DIS comprou também 40% dos direitos de Neymar, que, entretanto, pertenciam ao próprio jogador.

"Em 2008, quando o Santos estabeleceu a parceria com a DIS, os referidos atletas pertenciam às divisões de base, com uma faixa etária variando entre 15 e 17 anos, podendo ou não vir a vingar. Uns estão a brilhar, outros nem tanto. Este é o mundo do futebol onde, o mais importante é acreditar nos talentos que possam vir a desabrochar, e ter competência para mantê-los, como eu tive", afirmou.

O ex-presidente terminou o seu artigo questionando ainda os reais interesses dos empresários do grupo GUIA (Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos), que participam da Teisa. "Quando, para fazer frente às obrigações do clube, por pura necessidade do Santos fiz os empréstimos à instituição, jamais condicionei os mesmos à participação em direitos de atletas, sejam da base ou já prontos para a venda", destacou.

"Nada como um dia após o outro, a cada momento as verdades aparecem! Tomara que não sejamos surpreendidos, caso venham esclarecer as condições de pagamentos do atleta Robinho. Será que sua repatriação teria se dado desta mesma intrincada operação, gerando despesas mensais em troca de percentagens das joias e ativos do Santos", concluiu Teixeira, em tom de questionamento.

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