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Futebol
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Ex-jogadores e colegas dizem confiar na volta de Falcão

Ídolo colorado treinará o Internacional após um hiato de quase 17 anos na carreira de técnico

Paulo Passos, iG São Paulo* |

No próximo sábado, Paulo Roberto Falcão voltará, após quase 17 anos, a exercer a função de técnico no Internacional. A última vez que ele comandou um time em uma partida foi em outubro de 1994, na derrota da seleção do Japão para a Coréia do Sul, por 3 a 2, em Hiroshima. Desde então, o ídolo colorado se dedicou a função de comentarista.

Apesar do hiato de mais de uma década na carreira de técnico, quem conviveu com Falcão durante o período em que ele treinou equipes, de 1990 a 94, diz acreditar que a nova experiência do ex-jogador pode dar certo.

“Se ele largou um emprego estável (na Globo), acho que é porque está confiante”, afirma Otacílio Gonçalves, que foi auxiliar-técnico do treinador do Inter na seleção brasileira. “Acredito que vai dar certo, pelo que o Falcão conhece de futebol”, completou.
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Falcão e Otacílio Gonçalves durante treinamento da seleção brasileira em 1990


Na seleção, a dupla Falcão e Otacílio não durou nem um ano. A passagem ficou marcada por tentativas de mudanças na estrutura da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e pela falta de vitórias.

“Fizemos o que foi pedido, que era a renovação. Chamamos jogadores novos como Cafu, Mauro Silva e outros que deram certo e estava em 94. Agora no futebol só existe uma resposta que é a vitória. Quando ela, não vem não adianta”, diz Otacílio Gonçalves.

“Acho válida essa volta. Quem foi jogador como ele, não perde o conhecimento de futebol”, afirma Mazinho. O ex-jogador era figura carimbada nas convocações de Falcão na seleção brasileira. Foi com o atual técnico do Inter, que ele foi escalado pela primeira vez no meio campo com a camisa do Brasil. Nessa função, ele virou titular e foi campeão da Copa de 94.

“Foi um período muito curto, mas me lembro que ele era um técnico que trabalhava muito estratégias de jogadas durante os treinos e também tática”, lembra Mazinho.

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"Naquela época (1993), o Inter era desorganizado, não tinha nem salário em dia", diz Argel
Após deixar a seleção em 1991, depois de perder a final da Copa América para a Argentina, Falcão treinou o América do México e o Inter, em 1993. Na época, o clube gaúcho vivia uma fase ruim, com resultados sofríveis dentro de campo e dificuldades financeiras.

“Não dá para comparar com a primeira passagem dele no Inter. Naquela época, o clube era desorganizado, não tinha nem salário em dia”, recorda o ex-zagueiro e hoje técnico Argel. Na época com 19 anos, ele foi uma das apostas de Falcão.

“Acredito que ele pode dar certo, por toda história que tem no clube. Ele ficou sem ser treinador, mas não se desligou do futebol”, afirma Argel. “O Falcão é um cara inteligente, culto, que sabe falar linguagem dos jogadores. Jogou em grandes clubes de futebol. É um cara que tem uma bagagem”, completa.

Elogios e confiança dos seus ex-jogadores e colegas Falcão parece ter de sobra. A partir deste sábado, contra o Santa Cruz, no Beira-Rio, terá a chance de mostrar que eles têm razão.

* colaborou Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre
 

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