Tamanho do texto

Entidade barrou uso de referências ao Mundial por empresas não-parceiras na África do Sul e Alemanha

Reprodução
Proibida de fazer referências ao Mundial, empresa sul-africana ironizou Fifa
A rigidez da Fifa (Federação Internacional de Futebol) em relação ao uso de marcas relacionados à Copa do Mundo rendeu polêmicas nas últimas edições do evento. Na África do Sul e na Alemanha, a entidade recorreu à Justiça para impedir campanhas de empresas que não eram suas parceiras e tentaram se vincular ao Mundial. No Brasil, o Internacional foi notificado por usar a marca Fifa sem permissão.

A maioria dos casos referentes aos dois últimos Mundiais ocorreu por conta do uso do ano da competição em peças publicitárias. Na África do Sul o alvo foi a companhia aérea Kulula. A Fifa conseguiu impedir uma campanha da empresa que fazia menção ao Mundial, usando 2010.

A ação levou a Kulula a promover uma propaganda na qual abordava a Copa como um evento que ocorreria “nem no próximo ano, nem no ano passado, mas entre esses dois anos”. A peça foi um sucesso de repercussão, mas não poupou a empresa da batalha jurídica com a Fifa.

“Não podemos fazer qualquer referência à Copa do Mundo. Eles também nos disseram que não podemos usar a vuvuzela que, para nós, representa o povo sul-africano e seu amor pelo futebol”, afirmou na época o diretor de marketing da Kulula, Nadine Damen.

Em 2006, na Alemanha, o caso mais polêmico ficou por conta da fabricante de chocolates Ferrero Rocher. A empresa distribuiu brindes, como figurinhas e bonecos, alusivos ao Mundial, com o nome Copa do Mundo 2006, em alemão e inglês.

A Fifa conseguiu inicialmente impedir a campanha da empresa, que recorreu na Justiça. Em 2008, a Corte Alemã deu ganho de causa a Ferrero Rocher, liberando o uso das marcas WM 2006, "WORLD CUP 2006", "WORLD CUP GERMANY", "GERMANY 2006" E "WORLD CUP GERMANY 2006.

Corneta vira "mico"
Em 2007, após vencer o Mundial de Clubes da Fifa, o Internacional resolveu colocar um letreiro no Beira-Rio com os dizeres “Campeão do Mundo – FIFA”. Mais do que expor a conquista, o objetivo era provocar o rival Grêmio, que venceu o Mundial Interclubes de 1983, quando o torneio não era organizado pela entidade máxima do futebol.

A provocação colorada acabou se transformando em “mico”. Ao tomar conhecimento do letreiro, a Fifa notificou o Inter e pediu que ele fosse retirado, já que o clube não tinha autorização para usar a marca.

Fifa notificou Internacional para tirar marca da entidade do Beira-Rio
Getty Images
Fifa notificou Internacional para tirar marca da entidade do Beira-Rio


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.