Lateral alerta para poder do técnico em situações difíceis, como a do Grêmio em 2010 e agora, no Atlético-PR

O lateral-esquerdo Fábio Santos, no Corinthians desde janeiro, reencontra nesta tarde de domingo seu antigo treinador no Grêmio , clube que defendeu por dois anos. Renato Gaúcho , grande responsável pela grande arrancada do time gaúcho no ano passado (quando assumiu a equipe na 18ª posição, terminando em quarto), está no comando do Atlético-PR  (em 19º) rival do Corinthians em Curitiba. Antes do duelo, o lateral corintiano se lembrou de como foi trabalhar com um dos mais folclóricos técnicos do futebol brasileiro e de como é difícil enfrentar equipes treinadas por ele.

Fábio Santos reencontra Renato Gaúcho em situação parecida a de 2010
Bruno Winckler
Fábio Santos reencontra Renato Gaúcho em situação parecida a de 2010

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“Ele parecia um jogador ainda. Chegou e todos achavam que era marrento, pela imagem que passa na TV, mas na verdade é um grande cara, uma figura. Ele sempre está aberto para ajudar”, disse Fábio Santos, ao iG , logo depois do treino de sábado, antes da viagem para Curitiba .

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Demitido do Grêmio após um início irregular neste Brasileiro, Renato assumiu o Atlético-PR que vem de duas vitórias consecutivas contra Santos e Atlético-GO, mas ainda está em situação difícil, na penúltima colocação com 11 pontos.

“O Renato sabe conduzir um time quando está numa situação dessas. Ele pegou o Grêmio lá embaixo, reorganizou tudo e chegamos em quarto, indo para a Libertadores”, recorda Fábio Santos, esperando que a recuperação do Atlético-PR, ainda na zona de rebaixamento, só seja retomada depois do jogo deste domingo. “O Renato pode tirar o time dessa situação, mas vamos tentar atrapalhar”, brinca.

Renato e suas histórias
Além do bom técnico, Fábio se lembra também das histórias do “maior pegador” da história do futebol brasileiro. A fama de mulherengo acompanha Renato desde os tempos de jogador e não mudou mesmo agora, como treinador. “Eu até poderia falar mais histórias dele, mas são impublicáveis. Só convivendo para saber”, conta Fábio Santos, não querendo se comprometer com o ex-chefe.

Entre as histórias publicáveis, Fábio Santos lembra de uma que aconteceu com Jonas, atacante que atualmente defende o Valencia, da Espanha. Num treino no estádio Olímpico, os jogadores entraram em campo e nas arquibancadas tinham duas faixas enormes, uma em homenagem a Renato e outra a Jonas, artilheiro do Brasileiro no ano passado.

Querendo tirar uma onda de Renato, Jonas provocou. “Ele chegou falando ‘olha, lá. Minha faixa é igual a sua. Achava que tinha moral aqui, hein”, conta Fábio. Renato, ficou em silêncio. No dia seguinte, a faixa de Jonas havia sido retirada e a de Renato, não. E o técnico o chamou. “Ficar com a faixa um dia só é fácil. Quero ver todos os dias. Sou campeão mundial”, conta Fábio. “Aí a gente caiu na risada. O Jonas ficou todo cabisbaixo. O Renato era curtição o tempo todo”.

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