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Ex-goleiro africano pede 'exemplo de cima' pelo fim do racismo no futebol

Joseph-Antoine Bell, maior arqueiro africano do século passado, afirmou que apenas falar do assunto não resolve os problemas

EFE |

Getty Images
Ex-goleiro camaronês afirma que apenas discursos não acabam com o preconceito
Goleiro de Camarões nas Copas de 82, 90 e 94, Joseph Antoine Bell, afirmou nesta quarta-feira que "o racismo não acaba quando se fala do tema, mas, quando se muda o comportamento e a forma de pensar. Quem discrimina não entende o erro por mais que se explique".

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A declaração foi dada em uma entrevista ao site da Fifa, por cauda do Dia Internacional de Luta pela Discriminação Racial das Nações Unidas, celebrado nesta quarta-feira. Bell afirmou que "sempre que se escolhe ou deixa de se escolher alguém por algo que não se possa mudar, há discriminação".

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Um dos primeiros goleiros africanos a atuar em equipes da elite do futebol europeu (atuou no Olympique de Marselha, Bordeaux e Saint-Etienne), Bell afirmou ter sido vítima de racismo. "Possivelmente não quando jogava porque era tão bom que não podiam dizer que não precisavam de mim, mas percebia o preconceito das pessoas", contou.

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Bell considera que o futebol pode ajudar na luta contra a discriminação aplicando bem as punições. "Mas não são as regras que mudam as pessoas", garantiu. Ele completou dizendo que os exemplos devem vir de cima, assim, dirigentes não conseguirão eliminar o preconceito do futebol, se também forem preconceituosos.

Reserva nas Copas de 82 e 90, Bell foi titular nas duas primeiras partidas de Camarões em 1994, inclusive na derrota de 3 a 0 para o Brasil. Ele disputou 40 partidas com a camisa de sua seleção. Bell foi eleito o goleiro africano do século passado, pela Federação Internacional de História e Estatística (IFFHS).

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