Pescarmona avaliou problemas no clube e apontou disputas políticas como principal obstáculo no Palestra

Após um ano de péssimos resultados no futebol do Palmeiras , o presidente Arnaldo Tirone irá começar a temporada 2012 ainda mais pressionado. E, para o ex-diretor de futebol Wlademir Pescarmona, o dirigente terá de mostrar personalidade para evitar uma queda maior do clube do Palestra Itália.

"Ele pode ser encarado como o pior de todos os tempos", comentou o atual conselheiro alviverde, em entrevista à Rádio Jovem Pan . "O ano foi um desastre, a composição política trouxe forças antagônicas. Virou casa de Mãe Joana que todo mundo manda. Tomara que o Tirone tenha pulso firme, precisa mandar embora os oposicionistas que estão na diretoria", emendou.

Wlademir Pescarmona comandou o futebol do Palmeiras no segundo semestre de 2010, no fim da gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo. Ele considera que o ambiente político é o grande obstáculo do time paulista.

"O atual sistema político amarra o Palmeiras, há três grandes grupos, do (Afonso) Dela Monica, do Mustafá (Contursi) e a oposição. São números parecidos. Quando um grupo se junta a outro, ganha eleição. Depois, tem de fazer acordos e favores. O próprio Belluzzo precisou ceder", revelou.

Na visão de Pescarmona, a principal receita para o ressurgimento do Palmeiras é a aprovação das eleições diretas para presidente (com a participação de sócios na votação). "O Palmeiras só vai crescer quando o presidente tiver liberdade", reforçou.

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